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Política

Valdemar Costa Neto: "Nordeste é nosso desastre; queremos fechar acordo com Ciro Gomes no Ceará"

Em balanço sobre o desempenho eleitoral do PL no Nordeste, presidente da legenda admitiu dificuldades na região e confirmou negociações com Ciro Gomes no Ceará

7 abr 2026 - 18h49
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BRASÍLIA — O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta terça-feira, 7, que o Nordeste é um "desastre" para o partido e que a sigla deve fechar acordos para aumentar as chances de conquistar o voto dos Estados da região, como uma aliança com Ciro Gomes (PSDB) para o pleito ao governo do Ceará.

"Nordeste é nosso desastre. Só na Bahia, perdemos a eleição por 2 milhões de votos, só na Bahia foram 6 milhões de diferença. Devemos caminhar para isso, uma aliança com o Ciro Gomes na Ceará, porque é o único que tem condições de bater o PT lá", declarou durante o evento 12° Annual Brazil Investment Forum, do Bradesco.

Valdemar afirmou que Ciro tem um histórico de brigas, mas é competitivo com o eleitorado. "O grande problema do Ciro é que ele briga com a mãe, briga com a irmã, imagina o que ele já brigou com a gente. Eu tinha três processos contra ele. Já tirei os três, tirei agora, esses dias. Ele falou mal do [Jair] Bolsonaro, falou mal da Michelle [Bolsonaro], ele fala mal do irmão. Agora, ele é o único candidato que pode vencer o PT", falou.

Presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Foto: Fábio Vieira/Estadão / Estadão

O dirigente defendeu que o ensino básico deixe de ser uma atribuição das prefeituras e disse que o Nordeste tem pouca arrecadação de imposto, porque a maioria da população é pobre. "O grande problema do País é que o ensino básico é feito pela prefeitura. 99% das prefeituras do Brasil não têm arrecadação, porque só têm pobre, vai pagar imposto como? Temos que tirar o ensino básico da prefeitura", continuou.

Economia

Segundo Valdemar, a economia será o maior tema da eleição deste ano. "Temos que prestigiar os empresários, que criar emprego no Brasil, que acertar a vida com Estados Unidos, com a China, seja com quem for, para criar emprego no Brasil. Nosso problema hoje é o Bolsa Família, que eles dão para gente que não precisa, e tem gente que não quer trabalhar".

Valdemar afirmou que enquanto o Brasil tiver "esse batalhão de miseráveis, o País não vai para frente" e defendeu uma redução do número de ministérios. "Para a gente tocar o País para frente, não podemos ter 40 ministérios, hoje tem 39. Cada ministério é uma estrutura que você não imagina, é um gasto de dinheiro monstruoso. Dá para você ter, como o Bolsonaro tinha, 18 ministérios, 17 ministérios", falou.

O presidente do PL disse que, se Flávio ganhar a eleição, é possível colocar o Brasil "para andar" em dois anos e que o Brasil tem de buscar investimentos de todos os países, incluindo americanos e chineses.

Comunicação digital e críticas a Lula

Valdemar declarou ter encarregado os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO) para a comunicação digital do partido. Ele disse que a sigla terá dificuldade de contrapor o PT fará o "diabo" em tempos de inteligência artificial.

O presidente do PL afirmou ainda que, se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhar eleição, ocorrerá um movimento parecido ao que enfrentou Dilma Rousseff (PT). "Se o Lula ganhar a eleição, vai acontecer o que aconteceu com a Dilma, o que ela fez pra ganhar a eleição do Aécio, ganhou a eleição e quebrou o País e, depois, acabou como acabou, cassada".

O presidente do PL estipulou a meta de eleger 25 senadores em outubro. Para ele, os partidos de direita farão, em conjunto, 45 cadeiras no Senado.

Estadão
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