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Política

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TSE recebe 135 representações de pré-campanhas em 2026, quatro vezes mais do que em 2022

PT e PL lideram o número de representações; uso irregular de inteligência artificial concentra boa parte das denúncias

22 jun 2026 - 19h25
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As pré-campanhas estão judicializando a corrida eleitoral de 2026. De janeiro até agora, já foram 135 representações de campanha antecipada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número é quatro vezes maior que o volume registrado no mesmo período em 2022. O levantamento é do portal G1.

Escultura 'A Justiça' do artista plastico Alfredo Ceschiatti em frente ao Tribunal Superior Eleitoral
Escultura 'A Justiça' do artista plastico Alfredo Ceschiatti em frente ao Tribunal Superior Eleitoral
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

O levantamento considera apenas os partidos que têm pré-candidatos ao Palácio do Planalto. No mesmo período de 2022, foram 31 representações — alta de 335% entre o último ano de eleições presidenciais e agora. Entre os que mais protocolaram ações estão PT e PL, com as pré-campanhas do presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro.

A inteligência artificial é tema frequente das ações. Na última sexta-feira, 19, por exemplo, o ministro André Mendonça mandou remover uma postagem gerada por IA das redes sociais. O material atrelava Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro e, além de apontada como campanha antecipada negativa, foi considerada pelo tribunal como desinformação.

Além disso, uma versão do filme "Top Gun" estrelada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e gerada por IA também virou alvo de ação por propaganda eleitoral antecipada. A Federação Brasil da Esperança (Fé Brasil), agrupamento formado pelo PT, PV e PCdoB, ajuizou representação no TSE na quinta-feira, 18.

O vídeo mostrava Flávio Bolsonaro atirando contra embarcações identificadas como pertencentes ao PCC e ao CV. No fim do conteúdo, um barco identificado como PT fugia da mira do pré-candidato. Os advogados do Fé Brasil classificaram o conteúdo como um "ilícito ataque à honra do Partido dos Trabalhadores" e de propaganda eleitoral negativa.

Estadão
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