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Política

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TSE atende PL e manda Meta preservar dados de perfis contra Flávio

Campanha diz que candidato à Presidência é alvo de ataques coordenados de contas em redes sociais

29 jul 2026 - 19h37
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta (empresa responsável pelo Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp) preserve os dados de uma rede de perfis que teriam atuado de forma coordenada contra o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão ocorreu na última sexta-feira, 24, segundo o portal Poder 360.

A rede de perfis é alvo de uma representação protocolada pelo PL no TSE em 17 de julho. A denúncia aponta a existência de uma estrutura de páginas fantasmas, impulsionadas com dinheiro de origem não identificada, para atacar Flávio.

Sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília
Sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil / Estadão

Segundo o levantamento do partido, mais de 50 páginas publicaram cerca de 4,6 mil anúncios pagos, que somaram perto de 250 milhões de visualizações. A estimativa do PL é que o patrocínio irregular tenha movimentado quase R$ 3 milhões e foram pagos, inclusive, com moedas estrangeiras.

De acordo com a representação, os perfis têm datas de criação próximas, usam telefones com o mesmo DDD e sites hospedados na mesma plataforma. Após impulsionar o conteúdo, as contas seriam desativadas e substituídas por páginas semelhantes, dificultando o rastreamento.

A representação pede o rastreamento do esquema financeiro e a quebra de sigilo para identificar patrocinadores, administradores e responsáveis pela estrutura técnica da rede.

Para a advogada Maria Claudia Bucchianeri, ex-ministra do TSE e autora da representação, a estrutura identificada é mais sofisticada do que os esquemas de "milícia digital" observados em 2022. Segundo ela, a rede é um volume grande de pessoas que usa CPFs de terceiros, abrem contas e obtêm meios de pagamento para custear os anúncios na Meta.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro e líder da oposição no Senado, classificou o esquema como uma tentativa de manipular o ambiente digital e comprometer a lisura do debate eleitoral, e pediu à Justiça Eleitoral que identifique os financiadores da rede.

Estadão
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