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Política

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TikTok suspende perfis de Renan Santos após decisão de Toffoli no TSE

Empresa informou ao TSE que cumpriu determinação do ministro; decisão também suspendeu participação do candidato em debates e repasses do fundo eleitoral

31 ago 2026 - 21h28
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Resumo
O TikTok suspendeu os perfis de Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, cumprindo ordem cautelar do ministro Dias Toffoli, do TSE. A decisão decorre da omissão de 16 contas digitais no registro de candidatura. Além do bloqueio das redes e da entrega de dados, Toffoli suspendeu repasses do fundo eleitoral e barrou a participação de Renan em debates. Classificando a ação como revanchismo político, o candidato declarou que sua defesa recorrerá ao tribunal para reverter a liminar.

O TikTok informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira, 31, que cumpriu a ordem do ministro Dias Toffoli para suspender os perfis de Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, após o magistrado impor restrições à campanha. A ByteDance Brasil, responsável pelo TikTok no País, informou ao ministro que a plataforma cumpriu a ordem e suspendeu as contas, além de retirá-las dos sistemas de recomendação.

Na petição apresentada ao TSE, a ByteDance também informou que iniciou o procedimento de preservação dos dados determinados por Toffoli. A empresa afirmou que ainda apresentará, dentro do prazo de 24 horas, manifestação sobre o fornecimento de informações relativas às contas.

TikTok suspende perfis de Renan Santos após decisão de Toffoli no TSE
TikTok suspende perfis de Renan Santos após decisão de Toffoli no TSE
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

A decisão do ministro havia determinado a preservação de conteúdos publicados desde 7 de agosto e a entrega de dados sobre postagens, impulsionamentos, recomendações, anúncios e alcance dos perfis.

Toffoli suspendeu nesta segunda parte dos atos de campanha de Renan. Além da propaganda eleitoral em perfis e endereços digitais que não foram informados à Justiça Eleitoral dentro do prazo, o ministro suspendeu os repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) à chapa, proibiu gastos com recursos eventualmente já transferidos e impediu o candidato de participar de debates em rádio, televisão, podcasts ou outros meios de comunicação.

A decisão foi tomada depois de Toffoli apontar que 16 perfis em redes sociais foram informados à Justiça Eleitoral 12 dias após o pedido de registro da candidatura, apresentado em 7 de agosto. Segundo o ministro, endereços digitais preexistentes usados durante a campanha deveriam ter sido informados no requerimento de registro.

Toffoli afirmou ainda ter constatado que ao menos um dos perfis, com 2,4 milhões de seguidores, veiculava propaganda eleitoral e aparecia nos sistemas de recomendação do Instagram.

Para o ministro, a comunicação tardia dos perfis não poderia ser tratada apenas como falha formal porque poderia afetar a igualdade entre as candidaturas. Na decisão, Toffoli afirmou que "a própria omissão de dados é indício de fraude à lei". As medidas têm caráter cautelar e permanecem em vigor até nova decisão do TSE. O registro da candidatura de Renan não foi indeferido.

Na tarde desta segunda-feira, Renan reagiu à decisão e acusou Toffoli de promover uma "cassação branca" de sua candidatura. O candidato também atribuiu as restrições a um suposto revanchismo pelas acusações que tem feito sobre o envolvimento do ministro no caso Banco Master.

A defesa afirmou que irár recorrer da decisão e informou que prepara um mandado de segurança no TSE para contestar a liminar.

Estadão
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