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Política

Tarcísio defende ex-chefe da rota na vice de Nunes

11 jun 2024 - 08h14
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), manifestou nesta segunda-feira, 10, apoio à escolha do coronel da reserva Ricardo de Mello Araújo como candidato a vice na chapa do prefeito Ricardo Nunes (MDB) para a disputa de outubro. A indicação de Araújo foi feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e não enfrenta resistência dentro do MDB.

"Vou estar fechado com o presidente Bolsonaro", disse o governador sobre a escolha de Araújo. "Até pela mudança no cenário, é importante fazer esse acerto o mais rápido possível. Estaremos junto com o coronel Ricardo de Mello Araújo e com o Ricardo Nunes", acrescentou Tarcísio, durante entrevista coletiva em Taboão da Serra, onde participou da assinatura do termo aditivo de inclusão do projeto de extensão do metrô até o município da Grande São Paulo.

Fiel seguidor de Bolsonaro, Araújo atuaria como um representante do ex-presidente em uma eventual nova gestão de Nunes. O prefeito, por sua vez, obteria um reforço na pauta da segurança pública durante a campanha, atraindo o eleitorado bolsonarista. Araújo comandou a Rota, batalhão especial da Polícia Militar de São Paulo, entre 2017 e 2019, e foi diretor da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) durante o governo Bolsonaro.

Marçal

Inicialmente, Tarcísio tinha preferência pela escolha de sua ex-secretária Sonaira Fernandes (PL). Mas a entrada do coach Pablo Marçal (PRTB) na disputa teria levado o governador a defender a celeridade na oficialização de Mello Araújo como vice de Nunes. Pesquisas mostraram que Marçal tem potencial para tirar votos do prefeito.

Na semana passada, o coach se reuniu com Bolsonaro e declarou que o ex-presidente não apoiaria mais Nunes. Em entrevista ao Estadão, porém, Bolsonaro desmentiu a informação. Reafirmou que tem compromisso com a reeleição do emedebista e disse que jamais permitiria que Marçal falasse em seu nome. Mesmo assim, o encontro do coach com o ex-presidente foi interpretado como uma forma de pressionar pela indicação do ex-coronel para a chapa de Nunes.

O presidente do diretório municipal do MDB, Enrico Misasi, disse ao Estadão/Broadcast que o partido, em princípio, não tem objeções ao nome do coronel. "Bolsonaro não é tutelado por ninguém e não tem colocado a 'faca na garganta' por nada."

Misasi destacou ainda a importância de formar uma chapa competitiva, "com composição e a competência necessárias para vencer a extrema esquerda". "Sempre estamos sujeitos a vários nomes. Todos os partidos pleiteiam", afirmou o dirigente.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão
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