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Política

Tarcísio de Freitas adota bolsonarismo moderado e aprende rápido a listar problemas de SP

O ex-ministro carioca se equilibra entre as demandas paulistas e a ala mais radical do bolsonarismo

29 set 2022 - 13h11
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Para um dito "forasteiro", o carioca Tarcísio de Freitas, de 47 anos, aprendeu rápido. Escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para representá-lo na disputa pelo governo de São Paulo, o ex-ministro da Infraestrutura decorou, em pouco tempo, os principais problemas do Estado, especialmente nas áreas de mobilidade e logística, que lhe são mais favoráveis.

Ao longo da campanha, tornou-se também mais político, sempre se equilibrando entre o "bolsonarismo raiz" e as demandas do eleitor moderado, de centro, que tende a votar nos tucanos. No entanto, exatamente por isso, chega ao final deste primeiro turno disputando com o atual governador, Rodrigo Garcia (PSDB), o posto de candidato antipetista.

Percalços

No dia a dia, Tarcísio é guiado mais de perto pelo ex-ministro Guilherme Afif Domingos (PSD), que compôs governos diversos, como os de Geraldo Alckmin, de quem foi secretário e vice-governador; de Dilma Rousseff (PT), quando atuou como ministro-chefe da Secretaria de Micro e Pequena Empresa; e de Jair Bolsonaro, como assessor especial de Paulo Guedes. Nome de confiança de Kassab, foi ele quem montou o plano de governo e reuniu os mais variados setores da sociedade para reuniões de apresentação do candidato.

A linha-mestra da estratégia de comunicação da campanha foi apresentá-lo como um bolsonarista moderado, que rejeita a narrativa da ala mais radical dos seguidores do presidente da República. Sob essa perspectiva, o próprio candidato avalia que o ataque do deputado estadual Douglas Garcia (PL) à jornalista Vera Magalhães, após o debate da TV Cultura, foi o momento mais crítico da campanha. A reação de repulsa por parte de Tarcísio foi rápida e contundente, apesar dos protestos de uma ala exaltada do bolsonarismo.

Tarcísio ainda assumiu publicamente ter se arrependido de gravar um vídeo de apoio ao ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB), candidato ao governo de Alagoas, e amenizou o fato de não ter sabido responder onde fica seu colégio eleitoral, em entrevista na cidade em que hoje diz morar, São José dos Campos. Até pouco tempo atrás, sua cidade era Brasília, onde, inclusive, é servidor da Câmara.

Apesar dos percalços, o marqueteiro Pablo Nobel comemora os resultados das pesquisas. "Ele não tinha recall, foi muito difícil torná-lo conhecido de tantos eleitores", afirmou. Sobre a estratégia em um eventual segundo turno, Nobel é direto. "Vamos reforçar a narrativa contra o PT. Até agora tivemos de dividir as forças", afirmou. Para chegar lá, porém, Tarcísio terá de superar Garcia e a pecha de estrangeiro nas urnas.

Estadão
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