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Política

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STF toma medida inédita ao prorrogar horário da votação no Brasil

Decisão do ministro Cristiano Zanin estendou o fechamento de urnas eletrônicas em todo o País em duas horas após denúncias de falta de ônibus

25 out 2026 - 18h26
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Resumo
Em decisão inédita, o ministro Cristiano Zanin, do STF, atendeu a pedidos das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro e prorrogou em duas horas a votação no Brasil, adiando o fechamento das urnas para as 19h e interrompendo a apuração já iniciada. A medida contrasta com precedentes históricos, como em 2022 e 2000, quando solicitações semelhantes de extensão de horário foram rejeitadas pela Justiça Eleitoral, tendo ocorrido adiamento apenas em 2020 devido a um apagão no Amapá.

BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) tomou uma decisão inédita ao estender em duas horas o horário de votação no Brasil. A decisão foi do ministro Cristiano Zanin, sorteado relator após pedidos das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Com a decisão, as urnas serão fechadas neste domingo às 19 horas. A apuração chegou a começar a começar, mas foi interrompida logo após a decisão de Zanin.

No segundo turno da eleição de 2022, disputada entre Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o então presidente do TSE, Alexandre de Moraes, descartou estender o horário de votação após um pedido do PT que denunciava operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que estavam atrasando o deslocamento de eleitores, sobretudo no Nordeste, reduto eleitoral petista.

Em 2020, porém, houve adiamento na eleição municipal do Estado do Amapá. O pleito estava marcado para o dia 15 de novembro, mas, por conta de um apagão no Estado, foi adiado para o dia 6 de dezembro (primeiro turno) e 20 de dezembro (segundo turno).

Na eleição de 2000, foi feito um pedido para que a eleição municipal fosse adiada em três horas por conta de um feriado judeu. A medida foi negada sob a alegação de que prejudicaria a realização da apuração dos votos.

Estadão
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