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Política

Resolução do Novo obriga candidatos a apoiar impeachment de ministros do STF e proíbe aliança com PT

Partido destaca que 'a exigência não é simbólica' e que o compromisso é obrigatório para os candidatos

8 abr 2026 - 15h19
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O diretório nacional do Partido Novo publicou, nesta terça-feira, 7, as diretrizes que orientarão a escolha de candidatos e a formação de alianças nas eleições de 2026. O documento estabelece que os candidatos deverão se comprometer a defender o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e inclui cláusula que proíbe expressamente coligações com partidos de esquerda, como PT, PSOL, PV, Rede e PCdoB, por "incompatibilidade ideológica".

Os diretórios estaduais poderão propor alianças locais, mas qualquer acordo dependerá de aprovação do diretório nacional. A resolução também fixa critérios para a seleção de candidatos, que deverão "demonstrar alinhamento com os princípios do partido, idoneidade moral, capacidade eleitoral e respeito às normas legais e internas da legenda".

Eduardo Ribeiro, presidente nacional do Partido Novo exige compromisso dos candidatos com as diretrizes da sigla
Eduardo Ribeiro, presidente nacional do Partido Novo exige compromisso dos candidatos com as diretrizes da sigla
Foto: Divulgação/Novo / Estadão

O texto prevê ainda a continuidade da Jornada de Formação Partidária, etapa de seleção e capacitação para filiados que desejam disputar cargos eletivos.

As diretrizes entram em vigor a partir da publicação no Diário Oficial da União (DOU) e servirão de base para as convenções partidárias que definirão as candidaturas do Novo em 2026.

Para o presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro, as medidas buscam preservar a coerência política da legenda no próximo ciclo eleitoral. Segundo ele, a sigla pretende reforçar sua identidade programática nas disputas.

"Para além da própria eleição, queremos garantir que quem represente o Novo esteja alinhado com nossas ideias e com a necessidade de fortalecer o equilíbrio entre os três Poderes e os mecanismos de responsabilização das instituições", declarou.

Em nota, o Novo afirma que os candidatos devem ter "compromisso explícito com o impeachment de ministros do STF que cometam abusos de autoridade, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli". O partido ressalta ainda que "a exigência não é simbólica".

A resolução estabelece:

"Aquele que vier a se candidatar ao cargo de senador da República pelo Partido Novo compromete-se a defender a responsabilização de ministros do Supremo Tribunal Federal, inclusive mediante apoio à instauração de processo de impeachment de ministros que tenham cometido ou venham a cometer crime de responsabilidade, abuso de autoridade, quebra de decoro no exercício do cargo, atos de corrupção ou que estejam envolvidos em escândalos que tornem incompatível ou vexatória a sua permanência na função, observados a Constituição Federal, o devido processo legal e as garantias institucionais".

No início de março, o pré-candidato à Presidência do Novo, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema protocolou um pedido de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes por envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O documento foi assinado pelo presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, por outros deputados e senadores do partido. Os membros da sigla argumentam que Moraes foi "desidioso no cumprimento do cargo" e procedeu "de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções". Ambos são crimes de responsabilidade, passíveis de impeachment.

Estadão
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