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Renan e Flávio trocam ofensas no final da CPI: "vagabundo"

Calheiros devolveu o ataque ao filho do presidente, citando ação das 'rachadinhas': "Vagabundo é você que roubou dinheiro do seu pessoal"

12 mai 2021 17h45
| atualizado às 19h54
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Flávio Bolsonaro defende Wajngarten e discute com o relator Renan Calheiros
Flávio Bolsonaro defende Wajngarten e discute com o relator Renan Calheiros
Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado

A sessão de depoimento do ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten da CPI da Covid precisou ser suspensa após uma troca de ofensas entre o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), e o senador Flávio Bolsonaro.

Pouco tempo depois de entrar na sala da comissão, o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro reclamou que Calheiros estaria fazendo da CPI um "palanque" e chamou o relator de "vagabundo" ao comentar sobre o pedido de prisão em flagrante de Wajngarten.

"Imagina a situação: cidadão honesto ser preso por um vagabundo como Renan Calheiros", afirmou Flávio. A sessão da CPI será retomada após votação da ordem do dia no plenário do Senado.

Entre reações dos senadores, Calheiros devolveu o ataque ao filho do presidente, fazendo referência à investigação da qual Flávio é alvo. "Vagabundo é você que roubou dinheiro do seu pessoal, do seu gabinete", disse o relator da CPI. Flávio Bolsonaro foi denunciado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, no processo conhecido como das 'rachadinhas'.

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), precisou então suspender a sessão. Ele também já havia avisado que os trabalhos teriam de ser interrompidos em algum momento em razão da sessão do Senado. "Estou tentando equilibrar, e as agressões entre senadores não vão a lugar nenhum", repreendeu o presidente da CPI.

A briga começou porque o senador Humberto Costa (PT-PE) sugeriu que o depoimento do ex-secretário de Comunicação fosse enviado ao Ministério Público, para que o órgão possa apurar as "mentiras" ditas por Wajngarten. Flávio então rebateu afirmando que todos os outros testemunhos também deveriam ser encaminhados ao MP por esse parâmetro, uma vez que, segundo ele, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta também teria mentido durante o interrogatório.

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