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Política

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Quem é Pablo Souza, secretário de Salvador que teve prisão decretada e está em Paris

25 out 2026 - 20h04
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Resumo
O presidente do TRE-BA decretou a prisão do secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, por retenção de ônibus na eleição sob pena de multa de R$ 1 milhão. Em viagem oficial a Paris, o economista afirmou que o atraso ocorreu devido à retirada de adesivos eleitorais dos veículos e prometeu se apresentar às autoridades ao retornar nesta segunda-feira. O tribunal ordenou a circulação integral da frota com gratuidade, enquanto Souza alegou que o serviço já foi normalizado.

Alvo de ordem de prisão em flagrante por causa da retenção de ônibus em Salvador neste domingo, 25, o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, está em Paris em missão oficial com a vice-prefeita Ana Paula Matos (União Brasil). Segundo a prefeitura, a viagem ocorreu a convite do governo francês, e o secretário retorna nesta segunda-feira, 26, quando se apresentará às autoridades.

Economista, Souza assumiu a Semob em fevereiro de 2025, em substituição ao ex-secretário Fabrizzio Muller. Antes, foi diretor de Planejamento de Transportes da secretaria, entre 2021 e 2024, com atuação na implantação do BRT e do Plano Cicloviário. Seu currículo inclui trabalho no transporte da Copa do Mundo de 2014, dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, e da Copa América de 2024.

A prisão foi determinada pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Maurício Kertzman Szporer, após fiscalização judicial identificar ônibus parados e colher relato de que a operação reduzida seguia orientação da Semob. O tribunal também determinou o restabelecimento integral da frota, com gratuidade e frequência equivalente à dos dias úteis, sob multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento.

Em vídeo nas redes sociais, Souza atribuiu o atraso à retirada de adesivos eleitorais dos veículos. Afirmou que, diante do impacto na operação, a secretaria autorizou a circulação dos ônibus mesmo com a propaganda.

"Foi uma decisão muito difícil a gente autorizar, mesmo descumprindo a lei, que os ônibus circulassem com adesivos", declarou. O secretário sustentou que a operação já estava normalizada.

Estadão
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