Justiça exige frota completa após problema com ônibus em Salvador; PT pedirá prisão de prefeito
Sigla afirma que vários veículos permaneciam nas garagens às 11h; prefeito atribui atrasos a 'problemas operacionais em algumas garagens por manifestações políticas';
O TRE-BA determinou que Salvador opere com frota total de ônibus no segundo turno, sob multa de R$ 1 milhão por hora, após denúncias de veículos retidos nas garagens e pontos lotados. A Federação Brasil da Esperança acusou crime eleitoral e o PT anunciou que pedirá a prisão do prefeito Bruno Reis. O gestor municipal atribuiu as falhas a problemas operacionais e manifestações políticas, mas garantiu a normalização do serviço e a liberação de ônibus mesmo com propagandas irregulares.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou neste domingo, 25, que Salvador ofereça a frota completa de ônibus no dia do 2º turno de eleições após denúncias de que grande parte dos veículos continuava nas garagens. O secretário nacional do PT, Éden Valadares, disse ao Estadão que também será pedida a prisão do prefeito Bruno Reis (União Brasil) sob acusação de crime eleitoral.
À imprensa local, o prefeito da capital baiana, Bruno Reis (União Brasil), atribuiu os atrasos a "problemas operacionais em algumas garagens, gerados por manifestações políticas.
Em nota, a prefeitura disse ter determinado a liberação de todos os veículos das garagens, "ainda que estivessem com adesivação considerada como propaganda irregular". Fotos nas redes sociais mostram ônibus com adesivos do PT.
A operação, continua a gestão municipal, "já está sendo normalizada através do diálogo entre as equipes da secretaria e representantes sindicais". A reportagem tenta contato com as empresas de viação da cidade.
A Justiça Eleitoral também determinou R$ 1 milhão de multa, por hora, em caso de descumprimento da decisão. Em petição ao tribunal, a Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) afirmou que às 11h05 deste domingo vários ônibus ainda permaneciam nas garagens, o que prejudicava o deslocamento de eleitores.
Os partidos sustentam que a situação pode configurar, em tese, crimes previstos nos artigos 297 e 304 do Código Eleitoral. O grupo também pediu que a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) seja acionada para apurar os fatos.
Em e-mail ao presidente da Corte Eleitoral da Bahia, desembargador Mauricio Kertzman Szporer, a campanha petista afirmou ter recebido "inúmeros relatos" de que havia poucos ônibus circulando na cidade. Nas redes sociais, havia relatos de atrasos e pontos de ônibus lotados.
Segundo o documento, pessoas ligadas à campanha foram a alguns pontos de Salvador para observar o fluxo de ônibus e tiveram a impressão de que havia "pouquíssimos ônibus circulando".
Bruno Reis disse que a operação está sendo normalizada e destacou que já havia transporte gratuito durante as eleições em Salvador antes de haver determinações legais sobre essa oferta.
Reclamações nas redes sociais citam pontos lotados
Em depoimento no Instagram, um eleitor apontava que desde às 7 horas da manhã estava levando eleitores para votar. "Muita gente me parando nos pontos de ônibus para que eu possa dar esse apoio".
Já uma eleitora disse que levou mais de uma hora tentando sair do centro da cidade até o colégio onde vota. Outra mencionou ainda que os pontos de ônibus estavam cheios em Itapuã e também no Jardim Armação.
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