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PT defende Constituinte mesmo que ocorra plebiscito

4 jul 2013
19h02
atualizado às 19h07
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<p>Mesmo após idas e vindas do governo, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, manteve nesta quinta-feira um discurso de apoio às propostas originais da presidente Dilma Rousseff </p>
Mesmo após idas e vindas do governo, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, manteve nesta quinta-feira um discurso de apoio às propostas originais da presidente Dilma Rousseff
Foto: Terra

Mesmo após idas e vindas do governo, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, manteve nesta quinta-feira um discurso de apoio às propostas originais da presidente Dilma Rousseff diante das manifestações populares. Ao fim da reunião da executiva do partido, em Brasília, Falcão defendeu a realização de um plebiscito sobre a reforma política que valha já nas eleições de 2014 e a convocação posterior de uma Assembleia Constituinte.

“A melhor maneira de ouvir a população que está nas ruas é o plebiscito. Mas não sabemos qual é a extensão que possa ter o decreto legislativo que vai convocar esse plebiscito. Há outras perguntas que não vão passar pelo plebiscito porque (a reforma política) demanda um debate mais prolongado”, disse Rui Falcão.

Mesmo após a presidente Dilma recuar da proposta de convocar uma Constituinte exclusiva para a reforma política, o PT, segundo Falcão, vai trabalhar para que isso ocorra. “Ouvi as opiniões de grandes constitucionalistas que admitem, sim, a possibilidade de constituinte específica, que é convocada com critérios disciplinando com poderes para disciplinar de tanto a tanto da Constituição Federal”, afirmou.

A afirmação do presidente do PT ocorre após os seguidos desmentidos feitos hoje pelo vice-presidente Michel Temer e pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, de que o governo trabalha para realizar o plebiscito ainda a tempo de valer para as eleições do ano que vem. Pela manhã, Temer chegou a admitir que não haveria condições de fazer qualquer consulta antes de outubro.

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Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas. 

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Fonte: Terra
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