Primeiro turno de 2026 tem maior abstenção desde 1998 com mais de 33 milhões ausentes
O primeiro turno das eleições de 2026 registrou a maior taxa de abstenção desde 1998, com 21,08% dos eleitores ausentes, totalizando mais de 33 milhões de pessoas, segundo o TSE. Dos mais de 158 milhões de cidadãos aptos, 78,92% compareceram às urnas. O índice confirma previsões de pesquisas prévias. Regionalmente, o Mato Grosso do Sul liderou as ausências, com taxa de 23,85%, enquanto o Ceará apresentou o menor índice de abstenção do país, com 15,33%.
Mais de 33 milhões de eleitores não compareceram às urnas neste primeiro turno das eleições de 2026, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A taxa de abstenção foi de 21,08%, contra 20,95% no primeiro turno de 2022. A taxa registrada no domingo, 4, é a maior desde 1998.
Nas últimas quatro eleições gerais, o índice havia sido de 20,79% em 2022, 20,33% em 2018 e 19,39% em 2014. Dos 158.745.463 eleitores aptos a votar no País, 78,92% compareceram às urnas.
Entre os Estados, Mato Grosso do Sul registrou a maior taxa de abstenção, com 23,85%, enquanto Ceará teve a menor, com 15,33%.
5 Estados com maiores taxas de abstenção
Mato Grosso do Sul - 23,85%
Rio de Janeiro - 23,31%
Minas Gerais - 22,62%
São Paulo - 22,54%
Mato Grosso - 22,18%
5 Estados com menores taxas de abstenção
Ceará (CE) - 15,33%
Piauí (PI) -17,07%
Roraima (RR) - 17,10%
Sergipe (SE) -17,27%
Paraíba (PB) - 17,36%
Possibilidade não era descartada
O índice elevado de abstenção não era uma possibilidade descartada antes da votação. A pesquisa Travessia, realizada com exclusividade para o Estadão e divulgada em 2 de outubro, mostrou que 20,2% dos eleitores ainda não tinham certeza se compareceriam às urnas.
Outros 78,5% diziam ter certeza de que votariam e 1,3% não souberam ou não responderam.
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