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Política

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Novo porta-voz de Lula diz que 'tesouraço' de Flávio seria igual ao de Milei na Argentina

Camilo Santana diz que presidente quer ir a três debates e vai priorizar reconquista de votos no Sudeste

9 out 2026 - 17h53
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Resumo
Novo porta-voz da campanha de Lula, o senador Camilo Santana comparou o plano orçamentário de Flávio Bolsonaro às medidas de Javier Milei na Argentina. Ele minimizou os apoios do adversário, ressaltando alianças do petista com líderes regionais do Centrão. Santana informou que Lula deve ir a três debates e que a estratégia para o segundo turno priorizará a recuperação de votos no Nordeste e no Sudeste, com foco principal nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O novo porta-voz da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), senador Camilo Santana (PT-CE), declarou nesta sexta-feira, 9, que o "tesouraço" no Orçamento proposto pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), será similar ao feito na Argentina pelo presidente deste país, Javier Milei.

"Nós não queremos transformar o Brasil na Argentina. Nós não podemos transformar porque, veja bem, o mesmo 'tesouraço' que o Millei fez lá na Argentina, o Bolsonaro e o Flávio estão propondo fazer aqui. Vai cortar de quem, gente? Nós queremos cortar dos grandes, dos ricos desse país. Porque o país é um país ainda com muita desigualdade", declarou Camilo.

Camilo Santana foi ministro da Educação neste mandato de Lula e governou o Ceará por quase oito anos.
Camilo Santana foi ministro da Educação neste mandato de Lula e governou o Ceará por quase oito anos.
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República / Estadão

O senador disse também que a população brasileira não pode esquecer da gestão de Bolsonaro na pandemia de covid-19. Camilo ressaltou que a estratégia da campanha é recuperar votos que foram dados a Lula em 2022, no segundo turno, no próximo dia 25.

Camilo Santana fala sobre apoios declarados a Flávio Bolsonaro

O cearense ainda minimizou os apoios conquistados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). Disse que, apesar de candidatos e partidos terem declarado voto no candidato de direita, Lula mantém a aliança com lideranças regionais do Centrão.

"Em muitos partidos, por exemplo, o governador da Paraíba é do PP e está apoiando o presidente Lula. Muitos partidos, por mais que oficialmente a direção nacional do partido tenha declarado apoio, muitos parlamentares, tanto federais como estaduais, senadores e governadores, estão apoiando o presidente", afirmou Camilo.

O senador não se posicionou sobre o fato de os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) terem declarado apoio a Flávio Bolsonaro. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também conseguiu apoio de diversos partidos, como Podemos, Republicanos, União Brasil e PP.

Camilo é uma das novas aquisições da campanha de Lula. Disse que "não há trocas, há reforços" na equipe do presidente. A chegada dele à coordenação política da campanha tem sido vista internamente no PT como um enfraquecimento do presidente do PT, Edinho Silva.

Camilo afirmou que o objetivo dos novos nomes da equipe petista é "ajudar na construção da estratégia do segundo turno". "Queremos levar para a população uma grande reflexão sobre o futuro do Brasil."

Lula quer participar de três debates

Camilo Santana disse que o presidente deve participar de "pelo menos três debates". Confirmou a presença do presidente nos debates da Band/Estadão, dia 18, e da Globo, dia 23.

"É um tempo muito curto. Em pelo menos três debates, ele [Lula] quer participar. Ele vai confirmar", disse, acrescentando que o presidente vai nos debates das duas emissoras. Deixou em aberto um terceiro convite. O SBT deve promover um debate com um pool de outros veículos no dia 15. O debate da Record, que aconteceria neste domingo, 11, foi cancelado pela emissora.

Os próximos passos da campanha de Lula

O senador afirmou que o presidente viajará ao Rio Grande do Norte para participar de um ato na manhã de amanhã, 10. Depois, voltará a Brasília. No domingo, 11, fará gravações para os programas de rádio e TV.

O ex-ministro da Educação disse que a estratégia é "recuperar os votos no Nordeste no segundo turno". Também falou sobre priorizar São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro na campanha.

"Nossa estratégia é recuperar esses votos [perdidos] no primeiro turno para o segundo turno", disse. "[Vamos tentar] Apoio com o [ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre] Kalil, o próprio prefeito de Belo Horizonte vai apoiar o presidente. Nós vamos priorizar Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Esses três Estados nós vamos priorizar nessa campanha."

Estadão
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