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Política

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Novo pede a André Mendonça prisão preventiva do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues

Partido sustenta que mensagens apreendidas no celular de Daniel Vorcaro e novas informações justificam afastamento e prisão do chefe da Polícia Federal

3 set 2026 - 16h09
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Resumo
O Partido Novo pediu ao STF a prisão preventiva e o afastamento cautelar do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master. A legenda cita mensagens do dono do banco, Daniel Vorcaro, com supostas menções a apoio de Rodrigues e do PGR Paulo Gonet, além de possíveis menções ao chefe da PF em delação premiada por custeio de viagens. Para o Novo, a detenção busca evitar interferências na corporação e garantir a apuração dos fatos.

O Partido Novo protocolou nesta quinta-feira, 3, no Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de prisão preventiva contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A solicitação foi encaminhada ao ministro André Mendonça e ocorre no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. Na quarta-feira, 2, a legenda já havia apresentado ao STF um pedido de afastamento cautelar de Rodrigues do comando da corporação.

Na petição, o partido cita informações reunidas pela própria Polícia Federal a partir da análise do celular de Daniel Bueno Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo o documento apresentado pelo Novo, mensagens trocadas pelo empresário fazem referência à necessidade de obter uma suposta "proteção de Andrei e de Paulo". A legenda afirma que as menções seriam direcionadas a Andrei Rodrigues e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Após conteúdo de mensagens entre Daniel Vorcaro e Andrei Rodrigues, partido Novo pede a prisão do diretor-geral da PF
Após conteúdo de mensagens entre Daniel Vorcaro e Andrei Rodrigues, partido Novo pede a prisão do diretor-geral da PF
Foto: Divulgação/Banco Master/José / Estadão

Para o Novo, o conteúdo das mensagens justifica a adoção de medidas cautelares para garantir que as investigações sejam conduzidas sem possíveis interferências. "Esses elementos exigem a criação de condições fático-institucionais necessárias para que os fatos possam ser investigados sem interferências, constrangimentos hierárquicos ou riscos relacionados ao acesso privilegiado a informações, pessoas, sistemas e decisões administrativas da própria Polícia Federal", afirma o partido na petição.

A legenda sustenta ainda que novos elementos teriam surgido desde a apresentação do primeiro pedido ao STF. O Novo afirma haver indícios de uma suposta proximidade entre Vorcaro, integrantes do Supremo Tribunal Federal e integrantes da cúpula da Polícia Federal. Segundo o partido, essas informações poderiam apontar para "potenciais práticas de crime" envolvendo Rodrigues.

O pedido também menciona informações atribuídas às tratativas de uma possível colaboração premiada de Daniel Vorcaro. De acordo com a petição, o empresário teria indicado Andrei Rodrigues entre as autoridades que poderiam ser mencionadas em seu eventual acordo de colaboração. O documento afirma ainda que Vorcaro teria relatado suposto custeio de viagens e outras despesas relacionadas ao diretor-geral da PF. As alegações, contudo, fazem parte do conteúdo apresentado pelo partido e deverão ser apuradas pelas autoridades responsáveis.

Na petição, o Novo cita o artigo 319, inciso VI, do Código de Processo Penal para sustentar o pedido de afastamento cautelar de Rodrigues. A legenda também solicita que sejam adotadas medidas que permitam o avanço das investigações sem eventual influência de integrantes da estrutura da Polícia Federal.

Estadão
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