MP denuncia prefeito de Dourados e mais 59 por fraudes em MS
- Ítalo Milhomem
- Direto de Campo Grande
O prefeito afastado de Dourados (MS), Ari Artuzi (sem partido), e mais 59 pessoas, entre ex-secretários, vereadores, empreiteiros e até candidatos no pleito deste ano, foram denunciados pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul em decorrência da Operação Uragano, da Polícia Federal (PF). Os políticos são acusados de envolvimento na "máfia do palito", que saqueava os cofres públicos por meio de licitações superfaturadas e direcionadas.
Os promotores Paulo César Zeni, Claudia Loureiro Ocáriz Almirão, Cristiane Amaral Cavalcante e Amílcar Araújo Carneiro Júnior denunciaram, na segunda-feira, as 60 pessoas pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, fraude a licitação, dispensa indevida de licitação, falsidade ideológica, crime contra as relações de trabalho e formação de quadrilha. A promotoria pediu a devolução dos valores desviados do município pelos acusados, em caso de condenação.
Veja a lista dos indiciados:
Ademir de Souza Osiro (ex-presidente do Inmetro-MS e candidato a deputado federal)
Adilson de Souza Osiro (empresário)
Alziro Arnal Moreno (procurador-geral do município)
Antônio Fernando de Araújo Garcia (empresário)
Ari Artuzi (prefeito afastado de Dourados)
Arnaldo de Souza Osiro (empresário)
Aurélio Luciano Pimentel Bonatto (vereador e candidato a deputado estadual)
Aureo Garcia Ribeiro Filho (empresário)
Bruno de Macedo Barbato (empresário)
Carlos Gilberto Recalde (empresário)
Carlos Roberto Assis Bernardes - "Carlinhos Cantor" (vice-prefeito de Dourados)
Carlos Roberto Felipe (representante em Dourados da Construtora Financial)
Celso Dal Lago Rodrigues (empresário)
Claudio Marcelo Machado Hall (secretário de Serviços Urbanos)
Darci Caldo
Dilson Cândido de Sá (secretário de Obras)
Dilson Deguti (secretário Adjunto de Saúde)
Dirceu Aparecido Longhi (vereador e candidato a deputado estadual)
Edmar Reiz Belo (empresário)
Edmilson Dias de Morais (empresário)
Edson Freitas da Silva (empresário)
Eduardo Takachi Uemura (empresário)
Edvaldo de Melo Moreira (vereador)
Eliezer Soares Branquinho
Elton Olinski Farias (gestor de Compras da Prefeitura)
Fábio Andrade Leite (empresário)
Geraldo Alves de Assis
Gilberto de Andrade
Gino José Ferreira (vereador e suplente ao senado)
Hilton de Souza Nunes
Humberto Teixeira Júnior (vereador)
Ignez Maria Boschetti Medeiros (secretária de Finanças)
João Eder Kruger (controlador-geral do município)
Jorge Hamilton Marques Torraca
José Antonio Soares
José Carlos Cimatti Pereira (vereador)
José Carlos de Souza - "Zezinho da Farmácia" (vereador)
José Humberto da Silva (engenheiro da Prefeitura)
José Roberto Barcelos (ex-chefe do Setor de Licitações da Prefeitura Municipal de Dourados)
Júlio Luiz Artuzi - "Tio Júlio" (vereador)
Leandro Carlos Francisco (Funced)
Marcelo Luiz Lima Barros (vereador)
Marcelo Marques Caldeira
Marcelo Minbacas Saccol
Márcio José Pereira
Marco Aurélio de Camargo Areias
Maria Aparecida de Freitas (coordenadora de Políticas Públicas da Mulher)
Marlene Florencio de Miranda Vasconcelos (ex-secretária de Educação)
Nerone Maiolino Júnior
Paulo Ferreira do Nascimento
Paulo Henrique Amos Ferreira - "Bambu" (vereador)
Paulo Roberto Nogueira
Paulo Roberto Saccol
Rodrigo Ribas Terra
Romaci Venâncio da Silva
Selmo Marques de Oliveira - "Maninho"
Sidlei Alves da Silva (vereador e candidato a deputado estadual)
Sidnei Donizete Lemes Heredias
Tatiane Cristina da Silva Moreno (ex-secretária de Administração)
Thiago Vinicius Ribeiro
Valmir da Silva
Entenda o caso
O prefeito de Dourados, Ari Artuzi, a primeira-dama, Maria Aparecida de Freitas Artuzi, o vice-prefeito, Carlos Roberto Bernardes, o presidente da Câmara de Vereadores, Sidlei Alves da Silva, e mais 24 pessoas, incluindo outros 8 vereadores, foram presos no dia 1º de setembro pela Polícia Federal (PF). Eles são acusados de usar o dinheiro público para fins pessoais, de acordo com o TJ-MS. Segundo as investigações, o prefeito Artuzi recebia R$ 500 mil por mês.
A Polícia Federal de Dourados informou que ele cobrava entre 10% e 15% de propina por cada contrato assinado. Dos 29 presos, 11 receberam pedido de prisão preventiva. O prefeito, vice e a primeira dama fazem parte da lista.
Os outros 18 detidos foram soltos, por não fazerem parte do grupo dos principais articuladores do esquema que podem interferir na condução da operação Uragano.