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Política

Mourão pede que governo Milei dê asilo político a foragidos das investigações de 8 de Janeiro

Segundo a PF, entre 50 e 100 pessoas suspeitas de participar dos atos antidemocráticos fugiram para a Argentina

11 jun 2024 - 15h31
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O senador e ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) disse, nesta terça-feira, 11, que espera que a Argentina ofereça asilo político aos foragidos acusados de vandalizar as sedes dos Três Poderes, durante os Atos Antidemocráticos de 8 de Janeiro. "A captura internacional, tão desejada pelo governo de turno, mostra claramente o viés autoritário e persecutório da esquerda no poder", disse, em seu perfil no X (ex-Twitter).

"A ida de condenados e investigados pelos atos de 8 de janeiro para a Argentina mostra tão somente que essas pessoas não mais confiam na Justiça brasileira", continuou Mourão, em sua publicação. O governo de Javier Milei afirmou, na última segunda-feira, 10, que cada pedido será analisado individualmente.

A Polícia Federal (PF) já capturou, até esta terça, 50 dos 208 foragidos por envolvimento nos atos golpistas de 8 de Janeiro. As diligências fazem parte da Operação Lesa Pátria, que foi às ruas em 18 estados e no Distrito Federal cumprindo mandados de prisão preventiva. De acordo com o diretor geral da PF, Andrei Rodrigues, entre 50 e 100 dessas pessoas fugiram para a Argentina. O governo brasileiro pediu esclarecimentos às autoridades argentinas sobre paradeiro dos foragidos que possam ter se refugiado no país vizinho.

A PF informou que não divulgará a lista de foragidos, porém, a identidade de pelo menos 10 bolsonaristas fugitivos ficou conhecida após eles quebrarem as tornozeleiras eletrônicas e saírem do País.

Os alvos que ainda são investigados - estão respondendo ao processo no Supremo Tribunal Federal (STF) - e descumpriram medidas cautelares não são considerados foragidos. Tecnicamente, uma pessoa é considerada foragida a partir do momento em que há um mandado de prisão contra ela e a mesma não se apresenta à Justiça ou não é encontrada.

É o caso de pelo menos 7 bolsonaristas, que foram condenados a mais de 10 anos de prisão pelo STF, que quebraram as tornozeleiras que faziam o monitoramento eletrônico, impostas como medida cautelar pelo ministro Alexandre de Moraes. Além da Argentina, os fugitivos foram para o Uruguai utilizando as fronteiras de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Estadão
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