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Moraes determina que PF retome investigação sobre Bolsonaro

Inquérito foi aberto após o ex-ministro Sergio Moro sugerir suposta interferência do presidente no comando da corporação

30 jul 2021 17h41
| atualizado às 18h06
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18/07/2021
REUTERS/Amanda Perobelli
18/07/2021 REUTERS/Amanda Perobelli
Foto: Reuters

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta sexta-feira, 30, que a Polícia Federal retome a investigação sobre se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir no comando da corporação, mesmo sem uma definição a respeito do formato do depoimento do chefe do Executivo no caso, se presencial ou por escrito.

No despacho, Moraes destacou que o inquérito, prorrogado na semana passada por mais três meses, tem outras diligências pendentes a serem cumpridas e não deve ficar paralisado. Citou também que no final de setembro a análise sobre o depoimento do presidente será retomado em plenário.

"Considerada a prorrogação de prazo para o término do presente inquérito, por mais 90 (noventa) dias, contados a partir do dia 27/7/2021 e a necessidade de realização de diligências pendentes para o prosseguimento das investigações, não se justifica a manutenção da suspensão da tramitação determinada pelo então relator em exercício, min. Marco Aurélio, em 17/9/2020", disse.

"Assim, determino a imediata retomada da regular tramitação deste inquérito, independentemente do julgamento do agravo regimental interposto pelo presidente da República Jair Bolsonaro, que está previsto para data breve, 29/9/2021", reforçou.

A pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, o inquérito foi aberto no final de abril de 2020 pelo ministro Celso de Mello, então relator do caso no Supremo tendo como base declarações do ex-juiz Sergio Moro quando deixava o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública. Essa foi a primeira investigação contra Bolsonaro no exercício do mandato.

Recentemente o presidente virou alvo de um segundo inquérito no STF, por possível prevaricação ao supostamente não apurar suspeitas de irregularidades no contrato da vacina indiana Covaxin contra Covid-19.

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