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Política

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Moraes autoriza novas visitas permanentes a Jair Bolsonaro

O pedido foi feito para a permanência de familiares na residência durante ausência de Michelle Bolsonaro. As visitas foram permitidas dentro de critérios já estabelecidos

10 set 2026 - 19h56
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Resumo
O ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou visitas permanentes de cinco familiares a Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar no DF após condenação a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. A liberação de irmão, cunhadas e sogros atende a pedido da defesa para assegurar apoio durante a campanha eleitoral de Michelle Bolsonaro ao Senado. As visitas ocorrerão às quartas e sábados, nos horários regulamentares do Complexo da Papuda.

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal e relator do processo que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à prisão, autorizou hoje, 10, visitas permanentes de cinco familiares de Bolsonaro.

O pedido para a liberação dos novos nomes foi realizado pela defesa de Bolsonaro no final de agosto. No documento enviado a Moraes, a defesa explica que a medida tem por finalidade "assegurar a presença de familiares próximos" durante a ausência de Michelle Bolsonaro (PL). Ela concorre ao Senado pelo Distrito Federal e cumpre agenda de campanha.

Após a decisão, o irmão Renato Bolsonaro, as cunhadas Geovanna Kathleen e Suyane Lanuze Lima e os sogros Vicente de Paulo Reinaldo e Maisa Torres Antunes, passaram a ter a permissão para visitar o ex-presidente.

As visitas devem seguir as regras anteriores, relacionadas às condições do estabelecimento prisional ao qual o ex-presidente está ligado, o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Dessa forma, são permitidas às quartas-feiras e aos sábados em uma das seguintes faixas de horário: 8h às 10h; 11h às 13h ou 14h às 16h.

Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF, em setembro de 2025, a 27 anos e 3 meses por organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União. Ele cumpre pena em prisão domiciliar em condomínio no Distrito Federal.

Estadão
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