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Política

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Lula: Ninguém é obrigado a gostar do presidente, mas ele foi eleito para governar para todos

25 out 2026 - 23h34
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Resumo
Após a apuração, Lula declarou que governará para todos com respeito à Constituição. Entre suas metas, destacou a universalização da escola integral e do programa Pé-de-Meia, além do incentivo à tecnologia e à atração de data centers verdes. O presidente defendeu o protagonismo do Brasil nas decisões globais e no clima, garantiu a liberdade religiosa pelo Estado laico e prometeu priorizar políticas públicas voltadas às mulheres, investimentos na saúde e foco na economia criativa em seu mandato.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que "ninguém é obrigado a gostar do presidente eleito, mas ele foi eleito para governar para todos" e com "respeito à Constituição".

"Não vou falar em unidade nacional, porque essa palavra nem sempre cabe nesse País. Mas quero que saibam que se depender de mim esse País só tem de ser civilizado. Esse País tem uma Constituição. Ninguém é obrigado a gostar do presidente eleito, mas ele foi eleito para governar para todos e para governar com base no respeito à Constituição e na relação com o Congresso", declarou.

O presidente afirmou que pretende "continuar fazendo a revolução na educação brasileira". Afirmou que pretende universalizar escolas de ensino integral até o ensino médio. Confirmou que pretende universalizar o Pé-de-Meia no ensino médio e criar um igual para universitários. Falou também sobre incentivar formação de profissionais na área de tecnologia e inteligência artificial para "não depender da inteligência artificial" de outros países.

Lula também falou que pretende usar o potencial de energias renováveis "para trazer para cá os data centers necessários para acumular também nossos dados no Brasil". "E essa gente vai precisar deixar uma parte do data center para os brasileiros", disse.

O presidente reeleito disse ainda que o Brasil terá de deixar de ser um país periférico. "Queremos ser um país central nas decisões políticas, econômicas e pela paz. Vamos ensinar ao mundo como é que se trata as políticas climáticas nesse País. Esse ano é a primeira vez que conseguimos reduzir o desmatamento por quatro anos", afirmou.

O petista disse que pretende respeitar as religiões de todos os cidadãos e que "ao Estado laico cabe garantir liberdade religiosa plena". Também disse que pretende dar centralidade a políticas públicas para mulheres.

"As mulheres serão tratadas com muito mais respeito pelas políticas públicas brasileiras. As religiões serão todas respeitadas em igualdade de condição. Não tenho preferência por nenhuma religião. Tenho preferência pelo respeito à fé do povo brasileiro. Que eles exerçam sua fé e espiritualidade do jeito que quiserem. Ao Estado laico cabe garantir liberdade religiosa plena, para que pessoas possam exercitar sua fé", disse.

O presidente também citou investimentos em saúde e celebrou a atuação do atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Disse ainda que é preciso investir em "economia criativa" neste quarto mandato.

Lula fez declaração à imprensa no hotel em que acompanhou a apuração da eleição ao lado de aliados. Começou a falar por volta das 22h15. Chegou ao palco acompanhado de sua esposa, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.

Estadão
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