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Política

Líder do PL abraça Messias durante sabatina e diz que foi por 'educação'

Tanto Messias quanto Sóstenes são evangélicos e já se conheciam antes da sabatina, segundo o deputado

29 abr 2026 - 16h35
(atualizado às 17h21)
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O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), abraçou o advogado-geral da União, Jorge Messias, durante a realização da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira 29. Após repercussão negativa nas redes sociais, ele afirmou que o gesto foi apenas por educação, pois os dois já se conheciam, e que "ser educado não pode ser confundido com posicionamento político".

Durante a votação, Sóstenes foi até a cadeira onde estava Messias o abraçou, e falou algo próximo do seu ouvido. Os dois conversaram por cerca de 23 segundos.

Sóstenes abraça Jorge Messias durante sabatina no Senado
Sóstenes abraça Jorge Messias durante sabatina no Senado
Foto: TV Senado via Youtube / Estadão

Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga em aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) e precisa de aprovação no Senado para assumir o cargo. Sóstenes compõe a base de oposição ao governo, e afirmou que, apesar de ter sido cordial com o advogado-geral da União, os senadores do PL votarão contra a indicação.

"Hoje, ao cumprimentá-lo, foi um princípio de educação na convivência política. A gente se conhece e já fui recebido pelo AGU algumas vezes para tratar de assuntos de interesse do meu estado e da bancada do PL", justifica o deputado em publicação nas redes sociais.

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Sóstenes e Messias são evangélicos. Durante a sabatina, o advogado se emocionou ao mencionar sua família e sua origem religiosa: "Juiz que coloca suas convicções religiosas acima da Constituição não é juiz. É possível interpretar a Constituição com fé e não pela fé", disse.

A religião de Messias é vista como algo positivo para o governo, visto que pode agradar a bancada conservadora do Senado. Mais cedo, lideranças evangélicas circularam pela Casa para pedir voto para o advogado.

Os aliados do governo Lula esperam uma aprovação por um placar acirrado, em um contexto de disputa política entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que defendia a indicação do também senador Rodrigo Pacheco(PSB-MG).

A sabatina ocorre cinco meses após o anúncio da indicação. Para ser aprovado, Messias precisa de ao menos 14 votos na CCJ e 41 votos no plenário.

Estadão
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