Guilherme Boulos acusa prefeitos aliados de Flávio de dificultar acesso de eleitores às urnas
O ministro Guilherme Boulos acusou prefeitos aliados de Flávio Bolsonaro de reduzir frotas de ônibus para dificultar o acesso de eleitores às urnas em cidades como São Paulo e Salvador. Diante dos relatos, a campanha governista pediu extensão do horário de votação e criou uma central de denúncias. Na capital baiana, o Tribunal Regional Eleitoral determinou o restabelecimento imediato do transporte coletivo e decretou a prisão do secretário municipal de Mobilidade.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), acusou prefeitos aliados do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de utilizar a máquina pública para dificultar o acesso dos eleitores às urnas neste domingo, 25. Em transmissão ao vivo no Instagram, Boulos classificou a redução das frotas de ônibus em cidades brasileiras como uma "canalhice dos prefeitos bolsonaristas" e pediu que apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) denunciem os casos.
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"Eles já sabem que vão perder e estão usando a máquina pública para impedir as pessoas de votar", afirmou Boulos. "Não é surpresa, na eleição passada usaram a PRF para impedir as pessoas de votarem no Nordeste. Aliás, o canalha do Silvinei Vasques está preso na Papuda por isso", acrescentou.
As declarações ocorrem após relatos de redução na circulação de ônibus em cidades como Salvador (BA), São Paulo (SP) e Petrópolis (RJ). Na capital baiana, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) determinou o restabelecimento integral da frota, sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento.
A Justiça Eleitoral também determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. A Prefeitura de Salvador atribuiu a retenção de parte dos veículos à colocação de propaganda eleitoral nos ônibus e afirmou que o serviço foi normalizado.
"O secretário de Mobilidade de Salvador acabou de ter a prisão decretada pela Justiça por ter retido centenas de ônibus para dificultar as pessoas de irem votar. Nossa campanha já entrou com pedido de extensão de prazo para as pessoas poderem votar e isso não traga prejuízo", declarou Boulos.
Ele afirmou ainda que a campanha de Lula montou uma central para receber denúncias e adotar medidas judiciais. "Todo mundo tem que ser fiscal do Lula no dia de hoje. Nos ajude a fiscalizar e denunciar", pediu. "Nós estamos com uma central aqui na campanha para apurar os casos e entrar com medidas jurídicas", acrescentou.
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