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Política

Gonet prega união das Procuradorias para sufocar 'flagelo' do crime organizado

28 fev 2024 - 19h03
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, defendeu nesta quarta, 28, uma 'união intensa' do Ministério Público em todo o País para o enfrentamento ao crime organizado, que ele definiu como 'flagelo do país que desafia a própria existência do Estado Democrático de Direito'.

Gonet conclamou todos os chefes de Ministério Público nos Estados a assumirem tal cruzada a seu lado. Para ele, essa aliança 'será decisiva nesse combate à criminalidade':

"Devemos ter uma ação conjunta para unirmos todas as nossas competências em uma ação eficiente nesse combate. É um desafio que eu assumi e, se eu tiver o apoio e a parceria de todos os procuradores-gerais, tenho certeza que teremos um trabalho proveitoso", enfatizou o procurador-geral.

A proposta de Gonet a seus pares para a missão de cercar e sufocar organizações criminosas cada vez mais poderosas ocorreu durante a primeira reunião ordinária do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG). O encontro foi realizado na sede da Procuradoria-Geral da República.

Gonet destacou a importância da reação ao crime organizado como 'resolução de uma demanda social'.

"O combate às organizações criminosas em todos os seus aspectos é um clamor da sociedade. Essas organizações são voltadas para o tráfico nas suas mais variadas espécies, para a exploração das pessoas, para a corrupção e a lavagem de dinheiro", pontuou.

Para ele, a união das Promotorias e Procuradorias 'será decisiva nesse combate à criminalidade':

O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, endossou a mensagem de Paulo Gonet.

Chateaubriand argumentou sobre a necessidade de mudanças na estrutura do Ministério Público para que o combate à criminalidade seja viável.

"A visão que eu tive nos quatro anos à frente da Secretaria de Cooperação Internacional foi a de que nós precisamos nos estruturar. Esse processo de combate às organizações criminosas não tem limites ou fronteiras. São organizações que estão muito além da nossa capacidade. Elas não têm barreiras geográficas e limitações de nenhuma ordem, enquanto nós temos desafios internos, dificuldade de nos relacionar com os órgãos correlatos, dificuldades próprias da cooperação internacional. Enfim, uma série de limitações que exigem de nós um esforço redobrado", alertou.

O presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais, César Bechara Nader Mattar Júnior, acentuou o princípio da unidade da atuação do Ministério Público no combate ao crime: "A unidade tem de se traduzir em um trabalho integrado."

Estadão
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