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Política

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Flávio: Lula está achando que o pobre é otário; pobre é esperto e quer trabalhar

19 set 2026 - 13h51
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Resumo
Em comício em Joinville, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, criticou o reajuste de 15% do Bolsa Família para R$ 691, anunciado por Lula às vésperas da eleição. Flávio afirmou que o petista trata o pobre como "otário" ao oferecer "migalhas", além de acusar o governo de gerar inflação e corroer o poder de compra da população em relação à gestão de Jair Bolsonaro. A medida de Lula repete a estratégia de Bolsonaro, que também aumentou o benefício social antes do primeiro turno da disputa em 2022.

O candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vê os pobres como "otários", ao comentar a decisão do governo de aumentar o Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691. As declarações ocorreram durante comício em Joinville, em Santa Catarina, neste sábado, 19.

"Ele está achando que o pobre é aquele otário. Não é. O povo pobre é esperto. O povo pobre quer trabalhar, o pobre quer oportunidade, não quer migalha", declarou.

Flávio também criticou o preço dos alimentos nos supermercados e afirmou que o poder de compra era maior na gestão do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). "R$ 600 não dá mais para encher o carrinho como dava lá atrás com o presidente Bolsonaro", disse o candidato do PL, apesar de o governo sustentar que recuperou o poder de compra.

"Lula dá com uma mão e rouba com os nove dedos", afirmou, em referência ao petista não ter o dedo mínimo da mão esquerda. A perda ocorreu em 1964, devido a um acidente de trabalho quando Lula era torneiro mecânico. "Ele finge que está ajudando os pobres, mas ele gasta muito, aumenta a inflação, está tudo caro para caramba, e os R$ 600 não compram mais nada hoje", acrescentou Flávio.

Lula anunciou o reajuste de 15% no Bolsa Família na quinta-feira, 17, às vésperas do primeiro turno da eleição, em 4 de outubro. Apesar de criticado por Flávio, o candidato do PT repetiu o que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez em 2022. Na época, Bolsonaro anunciou o reajuste do Auxílio Brasil em julho de 2022, antecedência maior do que a de Lula. Por outro lado, o aumento foi maior, de R$ 400 para R$ 600.

Estadão
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