Flávio Bolsonaro critica ligação de Lula com Dino: 'Continua sendo subordinado no STF?'
Candidato do PL cobra explicações de presidente com ministro do Supremo
Flávio Bolsonaro criticou o presidente Lula por ligar para o ministro do STF Flávio Dino durante evento em Belém, questionando se o magistrado continua subordinado ao petista. Lula tentou contatar Dino para discutir um projeto deste sobre padrões de qualidade na saúde, inspirado na morte de seu filho por mau atendimento em 2012, mas a chamada caiu antes da conversa. A proposta prevê multas de até R$ 500 mil para hospitais que descumprirem as regras, estendendo-se à rede pública.
BRASÍLIA - O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou nesta terça-feira, 29, uma ligação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. Em publicação no X, Flávio questionou se Dino "continua sendo subordinado" a Lula no STF.
"Ontem, Lula ligou para Flávio Dino como se fosse um político subordinado de seu governo. Será que Dino continua sendo subordinado do Lula no STF?", escreveu o "Zero Um".
A ligação
Lula ligou para Dino durante uma agenda em Belém (PA) nesta segunda-feira, 28. Lula queria que Dino falasse sobre o projeto que cria regras para se avaliar a qualidade de serviços de saúde prestados pela iniciativa privada. Apesar das insistências do presidente para uma fala do magistrado, a ligação aparentemente caiu e a conversa não foi possível.
O projeto busca avaliar se hospitais privados seguem padrões de qualidade previamente definidos, e as regras também serão estendidas para a rede pública. Quem não cumprir as regras pode receber multas entre R$ 5 mil e R$ 500 mil.
Dino apresentou o projeto após uma tragédia familiar que sofreu em 2012. O filho dele, de 13 anos, morreu após ser internado por uma crise de asma em Brasília, e o ministro e a ex-esposa denunciaram mau atendimento. No ano passado, o ministro e a ex-esposa ganharam um processo na Justiça, que determinou uma indenização de R$ 1,2 milhão.
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