TSE diz que não houve hackeamento em filiação partidária de Flávio Bolsonaro ao Missão
A filiação do senador Flávio Bolsonaro ao Missão que aparece nos registros do Tribunal Superior Eleitoral e que está impedindo o registro de sua candidatura a presidente pelo PL, seu partido, não foi fruto de hackeamento, disse o TSE nesta quinta-feira em nota.
O tribunal informou que o que ocorreu foi "uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações".
"O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral para providências e determinou instauração de inquérito por parte da Polícia Judiciária", afirmou o TSE.
Segundo o tribunal, o PL protocolou pedido de desfiliação do Missão, que já está sob análise.
Diante do fato, a campanha de Flávio Bolsonaro está impedida de fazer o registro de sua candidatura ao Palácio do Planalto pelo PL.
"Vocês viram aí que fraudaram a minha filiação partidária. O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir não porque Deus está no comando e a gente junto vai resgatar o nosso Brasil", disse Flávio na tarde desta quinta em vídeo no X.
Uma fonte da campanha do senador disse à Reuters que a filiação partidária equivocada foi constatada pela equipe jurídica da campanha nos últimos dias. A fonte disse que a campanha está buscando resolver a situação ainda nesta quinta, quando Flávio pretende divulgar em live suas propostas de governo.
Uma certidão de filiação partidária do senador vista pela Reuters na tarde desta quinta-feira mostrava Flávio como filiado ao Missão e não ao PL.
Em nota, o Missão, que tem como presidenciável o empresário Renan Santos, disse que o partido foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta com o nome de Flávio Bolsonaro. Segundo o partido, ao notar a fraude, seu sistema tentou realizar o cancelamento no mesmo dia da filiação, o que foi rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
"O gabinete de Flávio foi informado dessa tentativa de filiação desde o dia 2 deste mês. Consta em nosso sistema que os emails enviados foram abertos, mas não foram respondidos", disse a nota do Missão.
O partido disse ainda que já está adotando todas as "providências cabíveis junto à Polícia Federal e ao TSE, a fim de que os responsáveis pelo crime e pela fraude sejam identificados e exemplarmente punidos".
O Missão afirmou que "não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção".
O prazo limite para registro das candidaturas a presidente da República é no sábado, dia 15. Há poucos dias, Flávio anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice em sua chapa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, Renan Santos e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) já fizeram seus registros de candidatura, segundo registros do próprio TSE desta quinta. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) é outro dos principais candidatos que ainda não fez o registro.
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