Itália autoriza extradição de Pizzolato a partir do dia 15
Governo brasileiro terá prazo de 20 dias a partir da data para trazer o ex-diretor do BC de volta para o País
O Ministério da Justiça informou nesta quarta-feira por meio do Twitter que a Itália autorizou a extradição do ex-diretor do Banco Central (BC) Henrique Pizzolato a partir do dia 15 de junho. Pizzolato foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pena de 12 anos e sete meses de prisão no processo do Mensalão, mas fugiu para o país europeu.
“O governo italiano autorizou a extradição de Henrique Pizzolato a partir do dia 15 de junho. As autoridades brasileiras estarão prontas para cumprir imediatamente o processo de extradição, salvo alguma decisão que altere o prazo estabelecido”, diz a nota do Ministério.
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Na semana passada, o Tribunal Administrativo regional da província do Lácio (TAR), em Roma, julgou improcedente o recurso apresentado pela defesa para que Pizzolato cumprisse a pena na Italia. Com isso, o governo brasileiro tem 20 dias
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— Ministério Justiça (@JusticaGovBR) 10 junho 2015
A sentença diz que o tribunal limitou-se a procurar - sem nada encontrar - hipotéticas anormalidades, incoerências ou erros na decisão do ministério da Justiça da Itália em extraditar Pizzolato. Ao destacar as “substanciais declarações e compromissos em alto nível diplomático das autoridades brasileiras, devidamente avaliadas pelo ministério da Justiça italiano”, o tribunal reiterou que Henrique Pizzolato deverá descontar a pena em uma ala especial.
Fuga para a Itália
Pizzolato, que chegou a afirmar que “preferia morrer a cumprir pena no Brasil”, foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão no processo do Mensalão, mas fugiu para a Itália com um passaporte falso. Ele acabou sendo detido em fevereiro de 2014, em Maranello, por portar os documentos de seu irmão, que havia falecido em 1978.
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