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Política

Entenda por que Braga Netto será o único interrogado por videoconferência

Ex-ministro da Defesa está entre os oito réus do chamado 'núcleo 1' que começam a ser interrogados nesta segunda-feira, 9, pelo STF

9 jun 2025 - 04h59
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Resumo
Braga Netto, ex-ministro da Defesa e réu no caso do "núcleo 1" sobre a tentativa de golpe de 2022, será interrogado por videoconferência devido à prisão preventiva decretada pelo STF em razão de acusações de participação ativa no planejamento e financiamento do ato golpista.
O general Walter Braga Netto é preso pela Polícia Federal no Rio de Janeiro
O general Walter Braga Netto é preso pela Polícia Federal no Rio de Janeiro
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

Entre os oito réus do chamado 'núcleo 1' que começam a ser interrogados nesta segunda-feira, 9, pelo Supremo Tribunal Federal (STF) está Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e ex-candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro em 2022. No entanto, por estar preso desde o ano passado, ele deporá por videoconferência, mas de forma simultânea com os demais.

O general da reserva foi preso em dezembro de 2024 em sua residência, no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, acusado de obstrução da Justiça. À época, a prisão preventiva foi solicitada pela Polícia Federal e autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Braga Netto, o primeiro oficial de quatro estrelas preso desde o fim do regime militar, foi detido durante as investigações sobre a tentativa de golpe de Estado que marcaram o período pós-eleição de 2022, vencida por Lula (PT).

O ex-ministro da Defesa está sob custódia do Comando Militar do Leste, sendo mantido na Vila Militar, na zona oeste do Rio, -- unidade que ele próprio comandou entre 2016 e 2019.

O regime especial de custódia, previsto para militares antes do trânsito em julgado da sentença, permite que oficiais fiquem em alojamentos específicos da corporação.

Motivos da prisão 

Ao decretar a prisão do general, Moraes destacou que há "fortes indícios" de que Braga Netto teria participado de forma mais ativa e relevante do que se supunha inicialmente no planejamento e financiamento da tentativa de golpe para manter Bolsonaro no poder. 

A Polícia Federal, ao solicitar a prisão do general da reserva, apontou que ele seria o responsável por ter financiado a ação dos oficiais das Forças Especiais do Exército, conhecidos como "kids pretos", que tinham como objetivo assassinar autoridades da República.

De acordo com os policiais federais, o ex-ministro da Defesa teria entregue recursos aos golpistas dentro de uma sacola de vinho. A informação veio a partir do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência, que fez um acordo de delação premiada.

A PF também apontou Braga Netto como uma figura central na tentativa de golpe. O relatório do inquérito diz que as denominadas "medidas coercitivas" previstas no plano Punhal Verde e Amarelo, onde havia o planejamento operacional para ações de Forças Especiais, foram feitas para serem apresentadas ao general. O plano tinha entre os seus objetivos o assassinato de Lula, Moraes e do vice-presidente Geraldo Alckmin.

Fonte: Redação Terra
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