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Política

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Durigan diz que confia em Jaques Wagner e que ele vai conseguir 'se explicar e se defender'

Ministro da Fazenda afirmou que líder do governo no Senado, alvo de operação Compliance Zero nesta quinta por suspeita de propina de Daniel Vorcaro, tem situação 'muito diferente' de Ciro Nogueira

18 jun 2026 - 08h41
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BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta-feira, 18, acreditar que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), vai conseguir "se explicar e se defender" após ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal.

"Eu estou muito tranquilo com isso e acho que o senador Jaques Wagner vai prestar os esclarecimentos devidos à Justiça", disse o ministro, durante entrevista ao portal Metrópoles.

A Polícia Federal cumpre na manhã desta quinta-feira, 18, mandados de busca e apreensão contra o Wagner, em uma nova fase da operação Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master e ao dono da instituição, Daniel Vorcaro. Um ex-sócio do ex-banqueiro, o baiano Augusto Lima, também é alvo.

Dario Durigan, ministro da Fazenda, saiu em defesa de Jaques Wagner nesta quinta-feira
Dario Durigan, ministro da Fazenda, saiu em defesa de Jaques Wagner nesta quinta-feira
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Estadão

A PF suspeita que Wagner recebeu um imóvel e pagamento de propina por meio de uma empresa ligada a um dos seus familiares. A estrutura teria sido utilizada para ocultar vantagens indevidas supostamente pagas no contexto das fraudes investigadas na Compliance Zero.

Wagner foi governador da Bahia entre 2007 e 2014, quando implementou o Credcesta, um sistema de crédito consignado para servidores públicos ligado à Cesta do Povo, uma rede de supermercados do governo do Estado. O Credcesta foi, posteriormente, levado para o Banco Master por Augusto Lima e se tornou um dos principais ativos do banco.

Respondendo a uma pergunta sobre o tema, Durigan disse que a situação de Wagner é "muito diferente" de pessoas que atuaram para aumentar o limite do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), em uma crítica ao senador e ex-ministro do governo Bolsonaro Ciro Nogueira (PP-PI), que também é investigado no esquema.

Durigan voltou a afirmar que o escândalo do Master foi gestado no período em que o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto chefiou a autoridade monetária (2019-2024). A autorização para que Vorcaro tomasse o controle do banco ocorreu em 2019 e a expansão do negócio ocorreu desta data até 2024, ele disse.

Estadão
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