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Política

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Desvio de emendas e fraude leva PF a indiciar Rei do Lixo e mais 24 alvos da Overclean

17 ago 2026 - 17h22
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A Polícia Federal indiciou 25 alvos da Operação Overclean, que investiga o desvio de emendas parlamentares e fraudes de R$ 1,4 bilhão em licitações, pelos crimes de corrupção, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Entre os indiciados estão o empresário José Marcos de Moura, o "Rei do Lixo", e os ex-coordenadores estaduais do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) na Bahia Lucas Maciel Lobão Vieira e Rafael Guimarães de Carvalho.

O Estadão busca contato com a defesa dos citados e pediu manifestação do Dnocs. O espaço está aberto.

As investigações envolvendo as emendas dos deputados federais Dal Barreto (União Brasil-BA), Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), Elmar Nascimento (União Brasil-BA) e Vicentinho Júnior (PSDB-TO) ainda estão em curso. Eles negam qualquer ilícito na destinação dos recursos.

Como mostrou o Estadão, a empresa MM Consultoria Construções e Serviços LTDA, do empresário José Marcos Moura, o "Rei do Lixo", movimentou R$ 861.412.612,79 em operações classificadas como suspeitas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O empresário é apontado como "articulador político e operador de influência" do esquema de desvio de emendas investigado na Operação Overclean. Contratos com prefeituras na Bahia, no Tocantins, no Amapá, no Rio de Janeiro e em Goiás estão no radar da PF.

O "Rei do Lixo" chegou a ser preso na primeira fase da investigação, mas conseguiu habeas corpus para aguardar a conclusão do inquérito em liberdade. Ele foi alvo de buscas novamente na terceira fase da Operação Overclean. A PF chegou a pedir um novo mandado de prisão contra o empresário, mas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques, relator da investigação, negou.

A Polícia Federal afirma que o esquema envolveu negociação de propina com servidores públicos. Os federais investigam agora se houve conluio com os deputados que indicaram as emendas. O inquérito foi enviado ao STF porque o deputado Elmar Nascimento, que tem foro privilegiado, foi citado. Ele nega irregularidades.

O inquérito teve início a partir de suspeitas envolvendo uma licitação de quase R$ 112 milhões para pavimentar avenidas e estradas urbanas e rurais em municípios da Bahia. O processo licitatório estava sob responsabilidade do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dncos), autarquia federal vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Estadão
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