Cury diz que Lula ignora 'personalismo' como problema da América Latina
Em sabatina, o candidato à Presidência Augusto Cury afirmou que Lula ignora o personalismo decorrente do presidencialismo como o principal problema da América Latina. Segundo Cury, esse modelo incentiva a perpetuação de líderes e movimentos centrados em figuras individuais, citando o varguismo, o chavismo, o lulismo e o bolsonarismo. Ele alertou que a falta de autocrítica nesses grupos endeusa as lideranças, tornando os próprios apoiadores os piores inimigos de figuras como Lula e Bolsonaro.
O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta terça-feira, 22, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não entende que o maior problema da América Latina é o "personalismo gerado pelo presidencialismo". A declaração foi dada durante sabatina da Veja.
"O que Lula não entende é que o maior problema da América Latina é o personalismo gerado pelo presidencialismo", afirmou Cury.
Segundo o candidato, o presidencialismo favorece a perpetuação de líderes no poder e estimula movimentos políticos centrados em figuras individuais. Cury disse que esse personalismo "gerou o peronismo, gerou o chavismo, gerou lá atrás no Brasil o varguismo e está gerando o bolsonarismo e o lulismo".
Na avaliação dele, a fidelidade excessiva aos líderes políticos também reduz a capacidade de crítica dentro desses próprios movimentos. "Os piores inimigos de Bolsonaro não são os lulistas, são os bolsonaristas, que não o criticam", disse.
Cury fez a mesma avaliação em relação ao presidente. "E os piores inimigos de Lula são os lulistas, não são os bolsonaristas", afirmou.
Para o candidato, quando um grupo político deixa de criticar sua própria liderança, passa a tratá-la como uma figura acima de questionamentos. "Se você não critica, você endeusa", afirmou.
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