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Política

Comandante do Exército diz que previsibilidade orçamentária é 'fundamental' para Defesa

Declaração do general na comemoração do Dia do Exército ocorre após comandantes das Forças Armadas terem participado de audiência na Câmara para reclamarem dos cortes de orçamento; Lula esteve na cerimônia nesta sexta-feira, 19

23 abr 2024 - 09h43
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BRASÍLIA - O comandante do Exército, general Tomás Paiva, classificou como "fundamental" a previsibilidade orçamentária para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa e para aumentar a capacidade de dissuasão em um "mundo multipolar". A declaração ocorre dias depois de comandantes das Forças Armadas terem participado de audiência na Câmara para reclamarem dos cortes de orçamento.

"Estar preparado para o futuro envolve, sobretudo, aprimorar o valor do soldado por meio do treinamento eficaz e da dotação de materiais de emprego militar modernos. Dessa forma, a previsibilidade orçamentária é fundamental para fortalecer a Base Industrial de Defesa e aumentar a capacidade de dissuasão em um mundo multipolar, no qual os conflitos bélicos são uma realidade", disse o general, em discurso durante cerimônia em alusão ao Dia do Exército nesta sexta-feira, 19, no Quartel-General em Brasília.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no evento. De ministros, participaram o da Defesa, José Múcio, do Gabinete da Segurança Institucional (GSI), Marcos Antonio Amaro dos Santos, e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. No evento, autoridades e instituições civis e militares que tenham prestado relevantes serviços ao Exército são condecoradas com a "Ordem do Mérito Militar" e a medalha "Exército Brasileiro".

Lula também participou do evento em comemoração à data em 2023. A presença, contudo, ocorreu em meio à revelação de um novo episódio envolvendo os ataques golpistas do 8 de Janeiro desencadear uma crise que culminou no pedido de demissão do então ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Gonçalves Dias. Na época, o presidente disse não guardar rancor dos militares pelo 8 de janeiro e enfatizou que "o Exército não é mais o Exército de Bolsonaro".

"Hoje foi o Dia do Exército brasileiro e todo mundo sabe o quanto eu andava magoado com os militares deste País por conta de tudo o que aconteceu. Fiquei a noite inteira pensando 'vou ou não vou?'. Tomei a decisão de ir e acho que Deus me ajudou a decidir. Fui para mostrar 'eu não guardo rancor'. Esse Exército não é mais o Exército de Bolsonaro, é o Exército de Caxias, é o Exército com compromisso constitucional", disse o petista em evento após ter participado da celebração no ano passado.

O contexto da participação de Lula na cerimônia em 2024, porém, é um pouco diferente. A relação entre o governo federal e as Forças Armadas está mais amena. O episódio mais recente que representa o novo relacionamento se refere às manifestações do golpe militar de 1964. Sob pressão de apoiadores, o presidente desautorizou ações da gestão federal que relembrassem a data para evitar atritos com as Forças.

O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, era um dos principais defensores de que houvesse eventos públicos de rejeição à ditadura militar. A pasta havia programado um ato para 1º de abril, mas, a pedido de Lula, cancelou o evento. Na data, o petista esperava que tanto militares da ativa como seus auxiliares civis deixassem de falar do golpe militar para não acirrar ainda mais os ânimos entre o governo e as Forças Armadas.

Estadão
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