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Política

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CNBB reconhece vitória de Lula e Alckmin e pede pacificação do Brasil e atenção aos mais pobres

26 out 2026 - 20h56
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Resumo
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reconheceu a vitória de Lula e Geraldo Alckmin. Em carta aos eleitos, a entidade pediu a superação da polarização por meio da pacificação nacional, do respeito às instituições e da união do país. O documento também cobrou foco no combate à corrupção e atenção prioritária às populações mais pobres e vulneráveis, ressaltando o compromisso com a democracia após um período eleitoral marcado por tensões e falsas acusações contra bispos.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reconheceu nesta segunda-feira, 26, a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Em carta enviada aos dois, a entidade desejou que o novo mandato "seja marcado pela sabedoria, pelo espírito de serviço e pelo compromisso com o bem comum" e destacou a necessidade de união do País.

"A polarização que atravessou a sociedade não pode determinar o horizonte do próximo período de governo. O Brasil necessita de gestos concretos de pacificação, de respeito às diferenças e de valorização das instituições democráticas", diz o documento.

A CNBB também pediu atenção prioritária do novo governo Lula aos mais pobres e vulneráveis e reafirmou a importância "do fortalecimento das instituições, do respeito à Constituição Federal, da promoção da paz social e do combate à corrupção e a toda forma de violência".

"Desejamos que o novo mandato seja uma oportunidade para fortalecer a democracia, aproximar os brasileiros e renovar a esperança daqueles que mais necessitam de atenção e cuidado", finaliza a carta, assinada pela direção da entidade.

Ao longo da campanha, o candidato derrotado à presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL), acusou integrantes CNBB de participar na disseminação de notícias falsas sobre uma suposta pretensão dele de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A entidade negou a acusação.

Estadão
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