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Cidades recebem atos contra e a favor de Bolsonaro

Atos já começaram em dezenas de cidades brasileiras; no exterior, protestos criticaram candidato do PSL

29 set 2018
16h05
atualizado em 30/9/2018 às 14h48
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Dezenas de cidades recebem atos contrários à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) neste sábado, 29. Capitão da reserva e deputado federal por sete mandatos, Bolsonaro lidera as recentes pesquisas de intenção de voto para o primeiro turno, com 28%, seguido por Fernando Haddad, do PT, que tem 22%. A campanha #EleNão foi criada dentro de um grupo no Facebook que reúne 3,8 milhões de mulheres. Algumas cidades também registram mobilizações favoráveis ao candidato.

Em São Paulo, a concentração de manifestantes começou em torno do Largo da Batata no início da tarde. No Rio, centenas de pessoas se concentram na Cinelândia, região central da cidade. Ao redor do mundo, protestos ocorreram em cidades da Espanha, França, Portugal, Alemanha, Itália, França e Suíça. As lideranças do movimento afirmam que a campanha é para alertar a população sobre as ideias de Bolsonaro, consideradas pelos participantes como "fascistas e machistas".

São Paulo
São Paulo
Foto: Léo Martins / Estadão

Minas Gerais

Em Minas, as manifestações ocorreram na Praça da Sete, ponto central de Belo Horizonte. Com direito a trio elétrico, o clima do protesto foi de carnaval. As canções tinham palavras de ordem contra o presidenciavel. "Nem fraquejada, nem do lar, a mulherada tá na rua pra lutar", dizia uma das músicas. Os gritos de "ele não" também eram entoados com frequência.

Mesmo com a organização feita por mulheres - desde a segurança até instrumentistas - muitos homens marcaram presença no protesto. Bandeiras e adesivos de outros candidatos e políticos foram vistos na manifestação. Eleitores de Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) se misturavam com apoiadores do ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff.

Bahia

Na capital baiana, o clima era uma mistura de carnaval e de protesto, em especial as mulheres. Manifestantes tomaram as ruas do centro e da orla de Salvador para se manifestar contra o candidato. O relógio marcava 14h30 quando a cantora Daniela Mercury surgiu no largo do Campo Grande, início do principal circuito da folia momesca soteropolitana, em cima de um trio elétrico, entoando sucessos da sua carreira e canções de blocos afro em homenagem à população negra.

Ao lado da esposa, a jornalista e empresária Malu Verçosa, a estrela da axé music fez discurso contra o presidenciável, embalando coro de "ele não" da multidão. "Queremos qualquer candidato que nos respeite, mas ele não", bradou Mercury. "Nos respeite. Essa cidade é dos pretos, das mulheres, dos gays, pela democracia e pelo amor". Até o Farol da Barra, um dos principais pontos turísticos da capital baiana, onde a manifestação se dispersou, a cantora Maria Gadu também cantou de cima do trio elétrico.

Rio Grande do Sul

As manifestações em Porto Alegre se concentraram na região central da cidade. O local é um tradicional ponto de manifestações políticas e fica em frente ao Colégio Militar de Porto Alegre. No Rio Grande do Sul, Bolsonaro tem 33% das intenções de voto, segundo o Ibope.

De um trio elétrico, a organização, formada por mulheres, entoava gritos e cânticos contra o candidato. "Ele não", "ele nunca" e "coiso" foram as expressões mais usadas pelos manifestantes durante o ato. Além das mulheres, que eram a maioria do público, homens, idosos e crianças participaram.

Porto Alegre
Porto Alegre
Foto: José Carlos Daves / Futura Press / Estadão

Distrito Federal

Em Brasília, manifestantes se concentram nas proximidades da Rodoviária do Plano Piloto para seguir em caminhada até a Torre de TV, na área central da capital. O grupo chegou ao local por volta de 14h. Mais pessoas chegam a todo momento e ampliam o número de manifestantes. Não há estimativas de dados oficiais do número de participantes.

O protesto segue tranquilo. Três faixas das seis vias do Eixo Monumental estão fechadas para o trânsito de veículos - duas para a manifestação e uma para o controle da polícia.

Brasília
Brasília
Foto: Cláudio Reis / Eleven / Estadão

Interior de São Paulo se mobiliza

Em pelo menos 12 cidades do interior de São Paulo, manifestantes se mobilizaram contra o candidato, enquanto outras seis tiveram atos favoráveis ao candidato do PSL. Em Ourinhos, uma faixa dizia "PT+Centrão=#Elenão". Não foram registrados incidentes.

Campinas reuniu o maior número de manifestantes contra Bolsonaro - de 10 mil a 12 mil pessoas, segundo os organizadores. A Polícia Militar não estimou o público, mas a empresa municipal de trânsito calculou cerca de 2 mil pessoas no local. Em São José dos Campos, a manifestação contra o candidato do PSL reuniu, além de mulheres, muitos homens. Os manifestantes saíram em passeata - 2 mil pessoas segundo os organizadores, sem estimativa de público pela PM.

Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
Foto: Fábio Motta / Estadão

Em Piracicaba, mulheres e homens fizeram uma caminhada até a região central. A organização falou em 2 mil pessoas, mas a PM não confirmou. Manifestações com centenas de pessoas aconteceram também em São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Marília, Pindamonhangaba, Limeira e Rio Claro, mas não houve estimativa oficial de participantes. Atos contra Bolsonaro aconteceram também em Araras, São Roque, São Carlos e, o menor deles, em Apiaí, com 18 mulheres.

Além de Ourinhos, houve manifestações a favor de Bolsonaro em Presidente Prudente, Santa Bárbara e Amparo. Em São José do Rio Preto, uma carreata com 800 veículos, segundo os organizadores, percorreu as ruas da cidade. O órgão de trânsito não contabilizou o número. Em Boituva, cerca de 1,5 mil pessoas, segundo os organizadores, se reuniram na praça central, depois de uma carreata pelas ruas. A PM e a Guarda Municipal não estimaram o público.

Apoiadores fazem atos a favor do candidato

No Rio, o ato a favor do candidato interrompeu parte de uma das vias da Avenida Atlântica, em Copacabana. O público apoiador do candidato é formado tanto por mulheres quanto por homens e se espalha por um trecho de cerca de 100 metros. Com uma imagem de Bolsonaro de papelão em tamanho real em cima do carro de som, o ato começou às 14h20 com o Hino Nacional e um Pai Nosso.

"Somos um movimento de paz e harmonia", afirmou do microfone uma das líderes do movimento. "Aqui tem mãe solteira, tem mãe com dificuldade para pagar suas contas, que se vira nos trinta", declarou a ex-ativista do grupo feminista Femen Sara Winter. Candidata a deputada federal pelo DEM, pouco antes ela posou para foto segurando um "fuzil" de papelão.

Diversas pessoas se revezavam nos discursos. O enfoque variava das críticas ao PT, de "defesa à vida", com críticas contundentes aos que defendem a legalização do aborto, e ironias contra veículos de imprensa que têm divulgado denúncias contra Jair Bolsonaro. / Marcio Dolzan, Jonatas Cotrim, Anne Warth, Felipe Frazão, Filipe Strazzer, José Maria Tomazela, Yuri Silva e Paulo Beraldo

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Manifestação em Brasília se concentram na região central da cidade
Estadão
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