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Política

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Chance de anulação da eleição é 'quase zero', diz Ricardo Ribeiro da 4Intelligence

25 out 2026 - 21h58
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Resumo
A possibilidade de anulação da eleição é quase nula e a vitória de Lula está consolidada, segundo o analista político Ricardo Ribeiro, da 4Intelligence. Para o especialista, o foco imediato passa a ser a governabilidade, já que o presidente eleito enfrentará um grande desafio de equilíbrio político entre três frentes com interesses divergentes: as cobranças de sua base aliada de esquerda, a desconfiança do mercado financeiro e a forte oposição de um Congresso de maioria direitista.

A possibilidade de anulação da eleição é "genuína", mas "quase zero", avalia o analista político da 4Intelligence, Ricardo Ribeiro. Para ele, mesmo diante de relatos de problemas no transporte de eleitores, o caminho até uma eventual invalidação do pleito seria "muito distante". "Acho que pode dizer que a possibilidade de anulação da eleição é quase zero. O Lula está eleito", afirmou.

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O analista disse que o principal tema a partir desta segunda-feira, 26, será a governabilidade do presidente eleito, diante de pressões que tendem a se contrapor. De um lado, segundo ele, Lula terá de governar com um Congresso com maioria mais expressiva de partidos e parlamentares de direita, em um ambiente de extrema desconfiança do mercado. Ribeiro citou que o dólar futuro já deu um salto e foi para R$ 5,50 nesta noite.

Ele também apontou que haverá pressão pela esquerda, uma vez que, segundo ele, a vitória de Lula foi construída com uma mobilização muito intensa da base petista. "Ao que tudo indica, o resultado foi influenciado pela queda expressiva do 'não voto', com mais eleitores indo às urnas após serem mobilizados pela campanha e pelas redes sociais", avalia.

Para o analista, Lula terá de equilibrar três forças políticas relevantes: o mercado, a base de esquerda e o Congresso, que "vai puxar mais para o lado da direita". "Vai ser um grande desafio para o Lula conseguir se equilibrar com essas forças políticas importantes", disse.

Ele afirmou que esse cenário exigirá muita habilidade do presidente eleito e avaliou que Lula terá de fazer um quarto mandato competente, "até maior do que nos anteriores".

Estadão
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