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Política

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Boulos compara míssil inflável pedindo ataque de Trump ao Brasil a episódio de Zambelli em 2022

18 out 2026 - 16h58
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Resumo
Guilherme Boulos criticou a exibição de um míssil inflável com a frase "Trump Nuke Brazil" em ato de Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista. Ele comparou o fato ao episódio de Carla Zambelli armada em 2022, afirmando que a imagem pode afastar eleitores indecisos e impactar a eleição presidencial. O incidente ocorreu apesar dos pedidos dos organizadores do evento para evitar símbolos estrangeiros, gerando forte controvérsia na manifestação que reuniu importantes lideranças políticas da direita.

Guilherme Boulos (PSOL) criticou neste domingo, 18, a presença de um míssil inflável com a inscrição "Trump Nuke Brazil" (Trump, bombardeie o Brasil) durante o ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL), na Avenida Paulista, em São Paulo. Em vídeo publicado na rede social X, Boulos comparou o episódio ao protagonizado pela ex-deputada Carla Zambelli nas eleições de 2022, quando ela perseguiu um homem com uma arma nas ruas da capital paulista, e afirmou que a imagem poderá ter impacto na disputa presidencial.

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"Inacreditável. Acabou de acontecer o episódio Zambelli dessa eleição", afirmou Boulos. Na gravação, o deputado recordou o episódio de 2022 e disse que a conduta da então parlamentar teria contribuído para afastar eleitores indecisos do bolsonarismo. Segundo ele, a presença do míssil inflável na manifestação deste domingo poderá produzir efeito semelhante.

"Todo brasileiro precisa tomar conhecimento dessa imagem, saber o que aconteceu, porque isso é decisivo. A pessoa pode ser de direita, de centro, de esquerda, gostar do Lula, não gostar, não importa, ninguém quer ver o seu país bombardeado", afirmou.

Em outra publicação no X, Boulos escreveu: "INACREDITÁVEL! Bolsonaristas levaram para Paulista míssil inflável escrito: 'Trump, bombardeie o Brasil!'. Ainda dá tempo de evitar essa indecência!".

A presença do inflável ocorreu justamente em uma manifestação na qual a própria organização procurou conter a exibição de símbolos estrangeiros, recorrentes em atos anteriores do bolsonarismo e frequentemente alvo de críticas pela contradição com o discurso patriótico defendido pelo movimento. Antes do início dos discursos, um integrante da organização pediu, do carro de som principal, que os manifestantes recolhessem bandeiras de outros países, como Estados Unidos e Israel, que costumam aparecer nessas mobilizações, conforme registrado por jornalistas no local. O pedido, no entanto, não impediu que a mensagem estampada no míssil inflável provocasse uma nova controvérsia em torno da manifestação.

O ato, denominado "Bloquinho do 22", reuniu apoiadores de Flávio Bolsonaro na avenida Paulista a uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Também participaram da manifestação o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), o senador eleito por São Paulo André do Prado (PL), o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL) e Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio.

Estadão
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