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Bolsonaro: "Não era pra ter contrato entre Petrobras e OAB"

Advogado Felipe Santa Cruz, presidente da OAB, classificou rompimento de contrato como "perseguição política"

7 ago 2019
12h51
atualizado às 14h38
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O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira, 7, que "não era para ter contrato entre Petrobras e OAB" e também que "qualquer contrato tem que ser revisado". Na terça-feira, 6, o advogado Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), disse ter sido comunicado pela Petrobras de que a estatal decidiu romper um contrato com seu escritório. A petrolífera não confirmou a informação e afirmou que não vai se pronunciar sobre o caso.

Felipe Santa Cruz, presidente da OAB.
Felipe Santa Cruz, presidente da OAB.
Foto: Tiago Queiroz / Estadão Conteúdo

O presidente da OAB classificou a iniciativa como "perseguição política" e informou que vai ingressar com uma ação de reparação de danos contra a Petrobras.

Se confirmado, o rompimento do contrato ocorre oito dias depois que o presidente Jair Bolsonaro iniciou ofensiva contra Santa Cruz. Em 29 de julho, o presidente criticou a OAB por sua atuação no inquérito envolvendo Adélio Bispo de Oliveira, que esfaqueou o então candidato do PSL em Juiz de Fora (MG) durante a campanha eleitoral.

Após reclamar da instituição, Bolsonaro atacou Santa Cruz, cujo pai era militante político e desapareceu em 1974, quando o atual presidente da OAB tinha um ano e dez meses de idade. "Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, eu conto para ele. Ele não vai querer ouvir a verdade. Eu conto para ele", disse Bolsonaro.

Estadão
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