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Política

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Alckmin diz que remoção de posts sobre Nossa Senhora era 'censura prévia'

27 set 2026 - 21h30
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Resumo
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a remoção de posts sobre Nossa Senhora Aparecida decorreu de decisões arbitrárias e pode configurar censura prévia. A declaração ocorreu após o ministro Flávio Dino liberar publicações que associavam, sem provas, Flávio Bolsonaro a um suposto plano contra a padroeira, revertendo ordem de André Mendonça. Alckmin repudiou qualquer tentativa de retirar o título da santa e garantiu que o governo trabalhará para proteger a liberdade de crença no Brasil.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou neste domingo, 27, que publicações sobre Nossa Senhora Aparecida estavam sendo retiradas da internet por "decisões arbitrárias" e disse que as medidas "podem configurar censura prévia". A declaração foi feita em vídeo publicado no X após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino liberar publicações que, sem evidências, associam o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a um projeto para retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Flávio negou e chamou de "fake" as notícias.

"Infelizmente, nos últimos dias, publicações tratando de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, estavam sendo removidas da internet por decisões arbitrárias, o que pode configurar censura prévia", afirmou Alckmin.

Ele também disse ver "com enorme preocupação" tentativas de limitar a liberdade de expressão de fiéis e cidadãos brasileiros.

A decisão de Dino reverte determinação do ministro do STF e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) André Mendonça para que fossem removidas mais de mil publicações que associavam Flávio aos boatos sobre nossa senhora.

No vídeo publicado neste domingo, Alckmin disse ainda repudiar "toda e qualquer tentativa do passado ou do futuro de tirar o título de Nossa Senhora padroeira do Brasil" e afirmou que o governo deve garantir liberdade religiosa sem favorecer uma crença em detrimento de outras. Ele não cita diretamente Flávio Bolsonaro.

"A democracia e o Estado têm que garantir a liberdade de crença e proteger todas as religiões, sem favorecer uns em detrimento dos outros", declarou Alckmin. "Enquanto eu e o presidente Lula estivermos governando, vamos trabalhar para proteger todas as religiões e assegurar a liberdade de opinião e consciência do povo brasileiro."

O vice-presidente já havia se manifestado sobre o assunto na sexta-feira, 25. Em outro vídeo, disse ter recebido mensagens de católicos preocupados com as notícias que circulavam e afirmou que, enquanto ele e Lula estivessem no governo, "as tradições religiosas, tão sagradas para as famílias brasileiras, estarão protegidas e preservadas".

Na ocasião, Alckmin também afirmou que o Brasil deve respeitar todas as religiões e, ao mesmo tempo, preservar as tradições católicas. "Defendemos que o Brasil é um país que tem respeito por todas as religiões e capaz de conservar pacificamente as tradições católicas", disse.

Estadão
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