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Política

A reação de governistas e bolsonaristas sobre as críticas de Trump ao Pix; veja

Governo dos EUA iniciou investigação contra o Brasil nesta terça-feira, 15; um dos focos é o sistema de pagamento desenvolvido pelo Banco Central

17 jul 2025 - 17h13
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Após as ameaças de taxar os produtos brasileiros em 50% a partir de 1º de agosto, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou uma investigação sobre o Brasil nesta terça-feira, 15, que tem como um dos focos o Pix, sistema de pagamento desenvolvido pelo Banco Central. A inclusão da ferramenta como possível prática que afetaria empresas americanas provocou reações entre políticos brasileiros.

Enquanto aliados do governo Lula aproveitaram a investigação para criticar a ofensiva de Trump e reforçar a campanha por um "Brasil soberano", opositores tentaram responsabilizar o presidente pelas retaliações dos Estados Unidos.

Nesta quarta-feira, 16, o Movimento Brasil Livre (MBL) fez uma live em seu canal no YouTube para comentar a investigação anunciada por Donald Trump. No vídeo, intitulado "O fim do Pix?", o apresentador Renan Santos menciona a alta na aprovação do governo Lula após o anúncio do tarifaço e afirma que, embora não acredite que as medidas sejam suficientes para salvar a gestão petista, Lula deve "surfar na onda" das retaliações comerciais para se fortalecer perante a opinião pública.

O grupo também criticou a família Bolsonaro por apoiar as medidas norte-americanas. No perfil do MBL no X (antigo Twitter), foi compartilhado um post do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) agradecendo Trump, com a legenda irônica: "Agora o Pix também é comunista".

O deputado federal Bibo Nunes (RS), vice-líder do PL na Câmara, compartilhou no X uma imagem com o anúncio da investigação, acompanhada da frase: "Lula está destruindo o Brasil".

Bibo Nunes afirmou na publicação que a medida norte-americana é "mais um reflexo direto do isolamento diplomático causado pelo descondenado Lula, que insiste em colocar o Brasil ao lado de ditaduras e contra os interesses das maiores democracias do mundo".

Outro integrante do PL, o deputado Gustavo Gayer (GO) também repercutiu no X o anúncio da Casa Branca de abrir a investigação contra o Brasil. "Mais uma paulada", disse o parlamentar respondendo a publicação do governo norte-americano.

O deputado federal Messias Donato (Republicanos-ES) culpou o presidente Lula pela ofensiva norte-americana e defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Parabéns, Lula, a culpa é sua! Você e seu desgoverno estão conseguindo colocar o Brasil nas piores posições internacionalmente, se fosse na gestão do Presidente Bolsonaro o Brasil nunca passaria por isso", afirmou Donato no X.

Entre os governistas, as reações focaram na defesa do Pix e da soberania nacional, seguindo a linha adotada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), que, em publicação oficial do Planalto, afirmou: "O Pix é nosso, my friend".

Na legenda da publicação, a Secom escreveu que o sistema de transações está causando um "ciúme danado". "Tem até carta reclamando da existência do nosso sistema Seguro, Sigiloso e Sem taxas."

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O ministro da Casa Civil, Rui Costa, defendeu nesta quarta-feira, 16, durante cerimônia de assinatura do decreto que regulamenta o Programa BR do Mar, que a resposta do Brasil à taxação imposta pelos EUA às exportações brasileiras seja com diálogo e firmeza.

"Nesse momento que, infelizmente, vivemos uma intromissão absolutamente indevida, não dá para imaginar um cenário onde um presidente de uma das duas maiores potências do mundo está preocupado com a 25 de Março e põe isso em um documento internacional. Está preocupado com o meio de pagamento que um país adota e é abraçado por toda a população, empresas, sistema financeiro, que é o Pix", disse.

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), também saiu em defesa do sistema de pagamento brasileiro. O parlamentar publicou um vídeo em suas redes sociais falando sobre a investigação, com a legenda "não vamos aceitar chantagem com o Pix para livrar do covarde do Bolsonaro".

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista ao Estadão, nesta quarta-feira ironizou o ironizou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), diante da investigação comercial anunciada pelos Estados Unidos contra o Brasil.

Ao comentar sobre a medida dos EUA, Haddad disse que Trump "vai realizar o sonho do Nikolas de taxar o Pix", em referência ao vídeo publicado pelo deputado mineiro no início deste ano criticando medidas anunciadas pela Receita Federal, que previam mudanças no Pix.

Estadão
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