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Política

A pedido da PM, Moraes amplia restrição de drones no entorno da casa de Bolsonaro

Moraes quer evitar que os drones sejam usados para vigiar o local, coletar informações sensíveis ou até planejar ações ilegais

2 abr 2026 - 15h50
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta quinta-feira, 2, a ampliação do raio de proibição de sobrevoo de drones no entorno da residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar. Inicialmente, o magistrado havia restringido os dispositivos em um raio de 100 metros da casa, porém, após pedido da Polícia Militar, a distância foi ampliada para 1 km.

Bolsonaro está cumprindo prisão domiciliar humanitária para recuperação de uma broncopneumonia. Ele foi condenado no ano passado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado para permanecer no poder após as eleições de 2022.

Bolsonaro está cumprindo prisão domiciliar humanitária para recuperação de uma broncopneumonia
Bolsonaro está cumprindo prisão domiciliar humanitária para recuperação de uma broncopneumonia
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

A restrição do sobrevoo de drones foi motivada por relatórios da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que identificaram o uso irregular de Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPA) sobrevoando a residência de Bolsonaro, no bairro Jardim Botânico, em Brasília.

Moraes entendeu que a distância inicialmente fixada em 100 metros era inadequada, visto que os relatórios da PM indicaram que os drones ainda poderiam captar imagens da casa e comprometer a privacidade e as restrições impostas pelo ministro.

"Isso porque o desenvolvimento tecnológico das aeronaves remotamente pilotadas possibilita a captação de imagens e dados em alta resolução a distâncias muito superiores, permitindo a observação minuciosa de ambientes privados e comprometendo a efetividade da medida protetiva", escreve Moraes na decisão.

De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, limitar o espaço de proibição em apenas 100 metros não resolve bem os riscos de segurança. Isso porque ainda seria possível usar drones para vigiar o local, coletar informações sensíveis ou até planejar ações ilegais.

"Dessa forma, à luz dos princípios da efetividade das medidas jurisdicionais e da proporcionalidade entre meio e finalidade, mostra-se adequada a recomendação do BavOp pela ampliação do perímetro de restrição para o raio mínimo de 1 quilômetro, compatível com a realidade operacional e com o nível de proteção exigido no caso concreto".

Na decisão, o ministro autorizou a Polícia Militar a abater e apreender imediatamente qualquer drone que desrespeite o limite imposto. Os operadores das aeronaves irregulares deverão ser presos em flagrante, com base no Código Penal, por atentado contra a segurança de transporte aéreo.

Moraes destacou que o sobrevoo não autorizado em áreas residenciais transcende o ilícito administrativo, configurando potencial violação de domicílio e afronta ao direito constitucional à intimidade e privacidade.

Estadão
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