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Polícia

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Manifestação contra aumento das tarifas termina com 17 detidos em Porto Alegre

24 jan 2014 - 09h13
(atualizado às 09h24)
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O protesto contra o possível aumento da passagem de ônibus e a realização da Copa do Mundo em Porto Alegre terminou com 17 pessoas detidas na noite de quinta-feira. Entre eles estavam oito adolescentes, que foram acusados de pichação, vandalismo e dano ao patrimônio público. Eles foram encaminhados ao Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca). Os outros nove detidos foram apresentados em uma delegacia e respondem pelos mesmos crimes; um deles ainda foi flagrado com entorpecentes.

Veja o quanto se paga em tarifas de ônibus nas capitais brasileiras

O movimento foi organizado pelo Bloco de Luta pelo Transporte Público e reuniu cerca de 1,2 mil manifestantes. Apenas um grupo formado por aproximadamente 20 pessoas com o rosto coberto foi responsável pelos atos de vandalismo. Agência bancárias foram atacadas e duas delas tiveam vidros quebrados na região central da capital gaúcha. Um parquímetro foi destruído e três contêineres de lixo, incendiados. A Polícia Militar apenas acompanhou o protesto durante as primeiras horas, mas deteve alguns participantes após o registro de vandalismo.

Centenas protestam por passe livre e contra Copa em Porto Alegre

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País

Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus. A mobilização surtiu efeito e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas – o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritiba

SalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. "Essas vozes precisam ser ouvidas", disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Fonte: Terra
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