Acusada de envenenar ovo de Páscoa que matou duas crianças vai a júri popular nesta segunda (22)
Jordélia Pereira Barbosa, de 36 anos, acusada de envenenar um ovo de Páscoa que matou duas crianças e deixou a mãe deles em estado grava, vai a júri popular nesta segunda (22).
Mais de um ano após o caso que chocou o país, a mulher acusada de enviar um ovo de Páscoa envenenado que resultou na morte de duas crianças e deixou a mãe delas em estado grave será submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri nesta segunda-feira, 22 de junho, em Imperatriz, no Maranhão.
Jordélia Pereira Barbosa responde por dois homicídios qualificados e uma tentativa de homicídio qualificado por meio de envenenamento. O processo ganhou ampla repercussão nacional devido à gravidade das acusações e às circunstâncias que envolveram o crime.
Segundo informações do Ministério Público, o acesso ao Fórum de Imperatriz será controlado durante a sessão. Familiares das vítimas aguardam o desfecho do caso desde abril de 2025, quando os irmãos Luiz Fernando, de 7 anos, e Evelyn Fernanda Rocha Silva, de 13, morreram após consumirem o chocolate supostamente contaminado.
Recurso da defesa adiou julgamento
Após a conclusão do inquérito policial, a Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e decidiu levar a acusada a julgamento popular. No entanto, a defesa apresentou recursos tentando reverter a decisão.
Entre os pedidos feitos pelos advogados estavam a anulação da pronúncia, a retirada do caso da competência do Tribunal do Júri e a reclassificação dos crimes. Com isso, o andamento do processo foi prolongado até que a análise fosse concluída pelas instâncias superiores.
Sobrevivente aguarda sentença
Mirian Lira, mãe das duas crianças e sobrevivente do envenenamento, já declarou que a rápida identificação da suspeita e sua prisão representaram um alívio para a família. Ainda assim, ela afirma que a sensação de justiça só será completa após a definição da sentença.
Crime por ciúmes
As investigações da Polícia Civil concluíram que o crime teria sido motivado por ciúmes e desejo de vingança. Conforme a apuração, Mirian mantinha um relacionamento com o ex-companheiro de Jordélia, situação que teria desencadeado o planejamento do ataque.
Embora tenha admitido ter comprado e enviado o ovo de Páscoa, a acusada negou ter colocado substâncias tóxicas no produto. A Polícia Civil, entretanto, reuniu imagens de câmeras, comprovantes de compras, depoimentos de testemunhas e laudos periciais que sustentaram o indiciamento.
Exames realizados pelo Instituto de Criminalística identificaram a presença de veneno tanto no chocolate quanto nos materiais apreendidos durante a prisão da suspeita.
O caso
A família recebeu o ovo de Páscoa em casa como um presente acompanhado de uma mensagem direcionada a Mirian Lira. Após consumirem o chocolate, mãe e filhos passaram mal.
Luiz Fernando foi a primeira vítima a apresentar sintomas graves e morreu pouco depois de ser internado. Em seguida, Mirian e a filha Evelyn também precisaram de atendimento médico por apresentarem sinais semelhantes de intoxicação.
A adolescente permaneceu internada por alguns dias, mas morreu em decorrência das complicações provocadas pelo envenenamento. Desde então, o caso passou a ser tratado como um dos crimes mais impactantes registrados no Maranhão nos últimos anos.
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