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PF faz megaoperação contra tráfico internacional de armas

Militares foram presos no Paraguai

5 dez 2023 - 19h10
(atualizado às 19h16)
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A Polícia Federal (PF) do Brasil, com o apoio das forças de segurança dos Estados Unidos e do Paraguai, deflagrou nesta terça-feira (5) uma operação contra o tráfico internacional de armas destinado às principais facções que atuam no país. O líder da organização é Diego Hernán Dirísio, um empresário argentino radicado no Paraguai, onde foram detidos militares de alta patente.

A organização criminosa teria fornecido 43 mil armas para o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), movimentando cerca de R$ 1,2 bilhão nos últimos três anos.

O argentino Dirísio é o proprietário da empresa IAS e o responsável pela "organização criminosa" internacional, informou o superintendente da PF, delegado Flávio Alvergaria.

O ex-comandante da Força Aérea do Paraguai, general Arturo González, o general José Antonio Orué e outros militares foram detidos hoje no Paraguai, onde o empresário Dirísio ainda está foragido.

A organização de Dirísio importava metralhadoras, fuzis e rifles da Eslovênia, Turquia, Croácia e República Tcheca. Os equipamentos eram adulterados e exportados para grupos que atuam em vários estados brasileiros.

A PF brasileira cumpriu hoje mandados de prisão e busca e apreensão em Brasília e nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Paraná e Minas Gerais. As investigações começaram em 2020, quando pistolas fabricadas em outros países foram apreendidas pela polícia na Bahia.

As autoridades judiciais da Bahia solicitaram que os suspeitos sejam incluídos na lista vermelha de procurados da Interpol e extraditados para o Brasil. .

Ansa - Brasil   
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