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Petrobras: avaliação da compra de Pasadena teve prazo curto

28 mar 2014 - 08h41
(atualizado às 08h43)
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Um documento confidencial da Petrobras divulgado pelo jornal O Globo nesta sexta-feira aponta que a empresa avaliou que o processo de compra da refinaria de Pasadena envolveu um prazo “muito curto” de due diligence — espécie de auditoria considerada um dos passos essenciais em processos de fusões e aquisições. O documento, segundo o jornal, é datado do dia 31 de janeiro de 2006. Ao todo, o processo levou cerca de 20 dias.

Segundo especialistas, essa etapa de análise de informações consome, em média, de dois a três meses. Em um dos anexos, a consultoria contratada para avaliar o processo considerou o “tempo limitado” e orientou a estatal a buscar sua própria avaliação de dados.

A compra da refinaria envolveu a reorganização operacional de cinco afiliadas da Astra Tranding. O documento da estatal brasileira aponta que ocorreu a fusão de três destas companhias, criando a chamada Pasadena Refining Systems (Nova PRSI), dona da refinaria, na qual a Petrobras comprou 50% em 2006.  Ao mesmo tempo, a Petrobras criou com a Astra a empresa PRSI Tranding para vender combustível em Pasadena.

A consultoria contratada pela estatal na ocasião, a BDO Seidman, de Los Angeles, nos EUA, enviou uma carta a Tadeu Bertani, presidente da Petrobras America, no dia anterior à elaboração do documento mencionando que o prazo de 25 a 30 de janeiro de 2006 para análise de dados. “Devido ao tempo limitado para completar esse projeto e programação urgente de trabalho de campo, ficamos limitados na nossa capacidade de identificar assuntos que poderiam potencialmente ser encontrados em uma avaliação mais detalhada”, diz a carta da BDO.

A BDO disse ainda que as análises até o momento não eram suficientes para construir uma auditoria aceita pelos modelos estabelecidos.

Procurada pelo jornal, a Petrobras não respondeu. A BDO confirmou que já fez trabalhos para a Petrobras. A Astra não retornou as ligações.

Fonte: Terra
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