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Mulher morre após cirurgia plástica em SP; polícia apura possíveis complicações médicas em 'mommy makeover'

Gerente comercial de 39 anos passou por procedimentos no abdômen, seios e glúteos e morreu três dias depois da operação

26 mai 2026 - 11h41
(atualizado às 11h51)
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Juliana Silva Xavier morreu após cirurgia; ela deu à luz meses antes
Juliana Silva Xavier morreu após cirurgia; ela deu à luz meses antes
Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte da gerente comercial Juliana Silva Xavier, de 39 anos, ocorrida três dias após ela passar por uma cirurgia plástica em um hospital na região do Ibirapuera, na Zona Sul da capital paulista. O caso foi registrado como morte suspeita e morte súbita sem causa determinante aparente.

Juliana passou por procedimentos estéticos no abdômen, nos seios e nos glúteos no dia 12 de maio. Após apresentar complicações horas depois da cirurgia, ela sofreu uma parada cardiorrespiratória, foi transferida para outro hospital e permaneceu internada por dois dias, mas não resistiu.

Segundo informações divulgadas pela TV Globo, a paciente foi inicialmente atendida no Hospital Ruben Berta e, posteriormente, transferida em estado grave para o Hospital Alvorada Moema, onde a morte foi constatada na noite de 14 de maio.

O marido da vítima, Luís Antônio Castro Barros, afirmou à Globo que o procedimento custou mais de R$ 37 mil e que o médico responsável teria garantido que não haveria problemas em realizar a cirurgia apenas cinco meses após o nascimento do filho do casal. Nas redes sociais, o profissional divulga procedimentos conhecidos como "mommy makeover", voltados à recuperação estética após a gestação.

Ainda de acordo com relatos do marido à TV Globo, Juliana voltou desacordada para o quarto após a cirurgia, cerca de seis horas depois do horário previsto. Em seguida, ela teria sido levada à Unidade de Terapia Intensiva sob alegação de uma possível reação alérgica a medicamentos.

O viúvo relatou ainda que, após retornar ao quarto, Juliana acordou reclamando de dores, calor e sede. Em determinado momento, enfermeiras pediram que ele tentasse acordá-la novamente. Pouco depois, diante do agravamento do quadro, a paciente foi transferida para outra unidade hospitalar para realização de exames.

A Polícia Civil apura se a morte foi causada por uma condição pré-existente, complicações decorrentes da cirurgia ou eventual falha médica. O diagnóstico inicial apontado pelo hospital foi de tromboembolia pulmonar devido a um agente biodinâmico.

Em nota divulgada pela Globo, o advogado do médico responsável afirmou que a cirurgia ocorreu dentro da normalidade esperada e que a paciente apresentou uma grave e inesperada intercorrência clínica no pós-operatório. A defesa informou ainda que toda a assistência necessária foi prestada e que o profissional colabora com as investigações.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, o Hospital Alvorada Moema informou, em comunicado, que recebeu Juliana já em estado grave e que as equipes médicas realizaram todos os esforços possíveis para tentar salvá-la. A unidade também declarou solidariedade aos familiares e amigos da paciente.

O caso está sob investigação do 96º Distrito Policial, na Zona Sul de São Paulo. O corpo de Juliana foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), e os laudos periciais devem esclarecer as circunstâncias da morte e apontar se houve responsabilidade de terceiros no caso.

O Terra também tenta contato com os citados no caso para mais detalhes.

Fonte: Portal Terra
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