Lula promete tarifa zero em transporte público aos finais de semana
A menos de duas semanas do segundo turno contra Flávio Bolsonaro, no qual aparece em desvantagem, o presidente Lula anunciou que enviará ao Congresso uma emenda para instituir tarifa zero no transporte público aos finais de semana, com verba federal. A iniciativa integra uma série de ações econômicas recentes de forte apelo popular, como o fim da escala 6x1, renegociação de dívidas, ampliação de subsídios, aumento do Bolsa Família e o banimento de plataformas de apostas online.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira que enviará ao Congresso uma emenda constitucional que garanta transporte público gratuito nos finais de semana em todo o país, a mais recente de uma série de propostas voltadas para o eleitorado a menos de duas semanas do segundo turno das eleições.
Lula disse em um vídeo publicado nas redes sociais que o programa será financiado por meio de verbas específicas do Orçamento aprovadas pelo Congresso. O presidente não informou quando exatamente enviará a proposta.
Lula, que terminou o primeiro turno atrás do senador de direita Flávio Bolsonaro (PL), continua com uma pequena desvantagem nas pesquisas antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Na quarta-feira, o Senado aprovou uma medida apoiada pelo governo que põe fim ao regime de trabalho 6x1 no Brasil, proporcionando a Lula uma vitória legislativa decisiva.
Nos últimos dias, Lula também anunciou o perdão de dívidas para microempreendedores, juntamente com subsídios de R$5.000 destinados ao mesmo público.
Na semana passada, seu governo ampliou os subsídios aos combustíveis, alegando a necessidade de proteger os consumidores do aumento dos preços globais do petróleo, enquanto, há menos de um mês, aumentou os benefícios do Bolsa Família em 15%.
Com o objetivo de aliviar a pressão sobre as finanças das famílias, o governo também anunciou que realizará um leilão para comprar e reestruturar dívidas domésticas utilizando recursos públicos.
Outra medida recente foi a proibição de empresas de apostas esportivas online, as chamadas bets, em meio a preocupações de que os crescentes gastos com jogos de azar tenham sobrecarregado os orçamentos familiares e alimentado o endividamento.
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