Flávio Bolsonaro tem 48% das intenções de votos, contra 45% de Lula
Pesquisa mostra que 2% do eleitorado ainda está indeciso
Pesquisa BTG/Nexus aponta empate técnico no segundo turno presidencial entre Flávio Bolsonaro (48%) e Lula (45%), com o senador liderando em votos válidos (52% a 48%) e queda em sua rejeição. Diante do acirramento e de atritos judiciais — como a suspensão e posterior restabelecimento do canal de WhatsApp petista —, o presidente do TSE convocou coordenadores de ambas as campanhas para conter críticas mútuas e questionamentos à atuação da Corte antes da votação marcada para 25 de outubro.
Uma nova pesquisa divulgada nesta terça-feira (13) sobre o segundo turno presidencial mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 48% das intenções de voto contra 45% do atual chefe de Estado, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o levantamento da BTG/Nexus revela um empate técnico entre os candidatos.
Entre os entrevistados, 5% afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo, enquanto 2% não responderam ou estão indecisos.
Considerando apenas os votos válidos, Flávio tem 52% das intenções e Lula, 48%.
A pesquisa também registrou um aumento na taxa de rejeição ao petista, subindo de 48% para 51%, ao passo que houve uma queda de 51% para 47% no caso do senador.
Também hoje, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, convocou os coordenadores de campanha de ambos os candidatos presidenciais. A reunião, que já estava agendada, ganhou maior urgência após Lula alegar que o TSE estava extrapolando suas competências com decisões contrárias à sua campanha e que Nunes Marques não deveria tomar partido na disputa eleitoral.
O encontro desta terça ocorre após semanas de contestações judiciais, queixas e decisões conflitantes sobre a campanha política, situações que alimentaram críticas ao TSE por parte de ambas as coligações.
No centro do embate mais recente está o canal de WhatsApp "Exército do Lula", criado para mobilizar os eleitores do presidente.
No domingo (11), Nunes Marques havia determinado a suspensão da plataforma, atendendo a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que acusava o canal de disseminar notícias falsas contra o candidato conservador. Poucas horas depois, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Ricardo Villas Boas Cueva suspendeu a decisão e restabeleceu o serviço.
Um parecer técnico no canal não encontrou qualquer evidência da difusão de notícias falsas alegadas pela campanha de Flávio.
O segundo turno das eleições presidenciais ocorrerá em 25 de outubro.
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