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Flávio Bolsonaro é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro em caso 'Dark Horse'

Inquérito apura possíveis ilegalidades no financiamento do filme

11 set 2026 - 09h10
(atualizado às 09h23)
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Resumo
O senador Flávio Bolsonaro é investigado no STF por lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas no financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia de Jair Bolsonaro. O inquérito apura repasses suspeitos de dezenas de milhões de reais via Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro. O caso envolve ainda o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado Mário Frias, este último também investigado em operação paralela da PF sobre supostos desvios de emendas parlamentares para a produção da obra.

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no caso que apura possíveis ilegalidades no financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Flávio Bolsonaro durante comício na Avenida Paulista, em São Paulo
Flávio Bolsonaro durante comício na Avenida Paulista, em São Paulo
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo o jornal O Globo, o inquérito foi aberto por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em julho passado, mas a decisão veio à tona apenas nesta sexta-feira (11), após o presidente da mais alta corte do Brasil, Edson Fachin, pedir a queda do sigilo das investigações referentes ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.

O pedido foi feito pela Polícia Federal e teve o aval da Procuradoria-Geral da República. "A Polícia Federal requer a instauração de PET [petição] sigilosa em apartado para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo senador da República Flávio Nantes Bolsonaro, no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada 'Dark Horse' junto ao Banco Master, do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro", disse Mendonça em sua decisão, de acordo com O Globo.

Também são investigados o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, e o deputado federal bolsonarista Mario Frias (PL), já alvo de uma operação da PF na última quinta-feira (10). Os detalhes do caso, no entanto, continuam sob sigilo.

Em maio passado, o site Intercept Brasil revelou áudios de Flávio cobrando dinheiro de Vorcaro para concluir a produção de "Dark Horse". Nas gravações, o senador mostra intimidade com o banqueiro, a quem chama de "irmão".

"Apesar de você ter dado a liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá? Mas enfim, é porque tá num momento muito decisivo aqui do filme, e como tem muita parcela para trás, tá todo mundo tenso e fico preocupado aqui", disse o filho de Bolsonaro em um áudio enviado em setembro de 2025.

De acordo com o Intercept Brasil, o repasse acordado foi de US$ 24 milhões, o equivalente a R$ 134 milhões na época, dos quais pelo menos R$ 61 milhões teriam sido pagos.

Inicialmente, Flávio negou a existência desse financiamento, mas depois admitiu o contato com Vorcaro, dizendo que se tratava apenas de um "filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai". "Não ofereci vantagens em troca", garantiu.

Vorcaro está preso desde março, suspeito de praticar um esquema de fraudes bilionárias por meio do Banco Master, que foi liquidado no ano passado.

Na última quinta-feira, em uma investigação paralela, a PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão ligados a "Dark Horse", tendo como principais alvos o deputado Mario Frias e a produtora do filme, Karina Gama.

Autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, a operação foi batizada como "Make up" ("Inventar") e apura um suposto desvio de recursos de emendas parlamentares para financiar a cinebiografia de Bolsonaro.

"As investigações apontam para a existência de uma organização criminosa, formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados", diz um comunicado da Polícia Federal.

Ansa - Brasil
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