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Flávio Bolsonaro é alvo de inquérito no STF por suposta calúnia contra Lula´

15 abr 2026 - 12h40
(atualizado às 13h13)
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Caso diz respeito a publicação feita por senador na rede social X em que atribui a Lula a prática de diversos crimes. Alexandre de Moraes abre inquérito a pedido da Polícia Federal e com parecer favorável da PGR .O ministro Alexandre de Moraes, doSupremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por supostamente ter caluniado o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Advogados de Flávio Bolsonaro disseram que abertura do inquérito foi recebida com "profunda estranheza" pelo senador
Advogados de Flávio Bolsonaro disseram que abertura do inquérito foi recebida com "profunda estranheza" pelo senador
Foto: DW / Deutsche Welle

Em uma postagem na rede social X em 3 de janeiro de 2026, o senador e pré-candidato à Presidência da República acusou o presidente de crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

"Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo [organização fundada por Lula que reúne forcas progressistas]: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas", dizia a postagem de Flávio, que também associava imagens de Lula ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que está preso nos Estados Unidos.

A postagem mostrava uma imagem da prisão do ex-líder venezuelano pelas Forças Armadas americanas ao lado da reprodução de uma reportagem com a imagem de Lula, com a manchete "Lula convoca reunião de emergência após Trump capturar Maduro".

A decisão de Moraes, assinada nesta segunda-feira (13/05), atende a um pedido da Polícia Federal (PF) e conta com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). As instituições afirmam que ao dizer que Lula "será delatado", o senador fez menção direta à "colaboração premiada" - ou "delação premiada" - imputando falsamente fatos criminosos ao presidente em um ambiente virtual público.

Próximas etapas

Em seu parecer, a PGR sustenta que a medida "está amparada em uma publicação realizada em ambiente virtual público, acessível a milhares de usuários, em que se atribui falsamente, de maneira pública e vexatória, fatos delituosos ao Presidente da República".

A partir de agora, a PF terá um prazo inicial de 60 dias para concluir as investigações. Moraes determinou ainda o levantamento do sigilo do processo, por considerar que "não se encontram presentes os elementos excepcionais que permitem o afastamento da ampla publicidade".

A abertura do inquérito ocorre num momento de definição das candidaturas à Presidência para a eleição de outubro. O senador foi escolhido por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, declarado inelegível pela Justiça Eleitoral, para concorrer à sucessão de Lula.

O que diz a defesa

Os advogados de Flávio publicaram uma nota afirmado que a abertura do inquérito foi recebida com "profunda estranheza" pelo senador, alegando que a postagem não faz alegações criminosas diretas a Lula.

"A abertura deste inquérito configura uma tentativa clara de cercear a liberdade de expressão e o livre exercício do mandato parlamentar", diz o comunicado. A defesa diz ainda que "chama atenção que a distribuição da ação tenha ocorrido justamente ao Ministro Alexandre de Moraes, personagem central do desequilíbrio democrático recente."

Moraes é o relator de diversas ações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, como o inquérito das fake news, dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e da investigação de tentativa de golpe de Estado.

rc/md (ots)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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