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Em Roma, Flávio Bolsonaro defende anistia, PEC da Blindagem e Zambelli

Os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Magno Malta (PL-ES) participaram, na manhã deste sábado (20), em Roma, do congresso "Brasil: democracia ou ditadura?". O evento, realizado no Hotel dei Congressi, foi organizado por apoiadores bolsonaristas que vivem na capital italiana, nos Estados Unidos e em outros países.

20 set 2025 - 14h40
(atualizado às 15h04)
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Os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Magno Malta (PL-ES) participaram, na manhã deste sábado (20), em Roma, do congresso "Brasil: democracia ou ditadura?". O evento, realizado no Hotel dei Congressi, foi organizado por apoiadores bolsonaristas que vivem na capital italiana, nos Estados Unidos e em outros países.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou na manhã deste sábado (20), em Roma, do congresso “Brasil: democracia ou ditadura?”
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou na manhã deste sábado (20), em Roma, do congresso “Brasil: democracia ou ditadura?”
Foto: © Gina Marques / RFI

Por Gina Marques, correspondente da RFI na Itália

À margem do encontro, Flávio Bolsonaro disse a jornalistas que "a PEC da Blindagem é a PEC da sobrevivência". O senador acrescentou: "Quem pune o ministro do Supremo que comete crime? Ninguém, né?". Ele também declarou ser a favor da anistia e afirmou que o perdão "não deve ser confundido com redução de pena".

No discurso para cerca de 80 pessoas presentes no evento, Flávio Bolsonaro voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes e o Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, "hoje o Supremo manda no Congresso Nacional. As votações são influenciadas por pressão de políticos do Supremo. A partir do momento em que o ministro do Supremo abre um processo contra parlamentares por nada, está colocando atrás das grades parlamentares por nada".

Em seguida, o senador reiterou o apoio à PEC da Blindagem. "Me parece o único instrumento razoável para a sobrevivência do poder legislativo. Essa PEC, para mim, é a PEC da sobrevivência, não a PEC da impunidade", declarou.

Críticas à imprensa e defesa do pai

Ele também criticou a imprensa. Segundo Flávio Bolsonaro, os jornalistas são responsáveis por "premissas falsas". "É falsa a ideia de que mulheres não apoiam Bolsonaro", disse.

O senador voltou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro. "Ele está condenado porque houve uma tentativa de golpe no Brasil. Essa falsa narrativa não podemos admitir, pois atropela todos os princípios constitucionais do país", afirmou.

O filho de Jair Bolsonaro disse que o pai "foi acusado de coisas absurdas e nunca se provou nada contra ele. Em qual país democrático é preciso distorcer, ignorar a Constituição para tirar uma pessoa do jogo político?"

Hino brasileiro e orações

Logo no início do evento, os participantes cantaram o Hino Nacional Brasileiro e, em seguida, o Hino da Itália.

Quando foi chamado ao palco, o senador Magno Malta fez orações por cerca de cinco minutos. Em sua fala, disse que no Brasil "há uma tentativa de o Estado ocupar o lugar de Deus, controlando a vida, a morte, as liberdades e as punições".

Malta ressaltou ainda que o Brasil e o mundo atravessam um momento difícil, "em que o espectro comunista se juntou e se levantou com a agenda 2030 da ONU".

O deputado Eduardo Bolsonaro participou do final do evento por videoconferência. Ele voltou a criticar o STF e a defender a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), detida na Itália. Ela está na prisão feminina de Rebibbia, enquanto aguarda o processo de extradição para o Brasil. Zambelli está presa desde 29 de julho.

Visita a Carla Zambelli

Flávio e Malta fazem parte da comitiva que chegou a Roma na sexta-feira (19) para visitar Carla Zambelli na penitenciária. A visita contou também com os senadores Damares Alves (Republicanos-DF) e Eduardo Girão (Novo-CE), que retornaram ao Brasil na manhã deste sábado e não participaram do evento dos bolsonaristas.

Flávio defendeu a parlamentar. De acordo com ele, "não há motivo para Zambelli ser extraditada. Não tem por que ela continuar presa. No meu ponto de vista, ela tinha que estar livre. E, no pior dos casos, ela deveria estar em prisão domiciliar", disse o senador.

Flávio Bolsonaro afirmou que vai se reunir com Matteo Salvini, vice-primeiro-ministro e ministro dos Transportes e Infraestrutura da Itália. Eles se encontram neste domingo (21), em Pontida, no norte da Itália, durante o comício da Liga, partido de extrema direita liderado por Salvini.

Se conseguir remarcar sua passagem para o Brasil, prevista inicialmente para segunda-feira, ele voltará a se encontrar com o vice-primeiro-ministro italiano. O advogado Fábio  Pagnozzi, defensor de Zambelli, disse que o senador espera poder ter uma reunião a portas fechadas com Salvini na próxima terça-feira (23).

"Vou conversar com Matteo Salvini para mostrar que a Carla Zambelli sofreu um julgamento injusto, que a defesa dela foi cerceada, que ela foi perseguida pelo Alexandre de Moraes, que não teve direito a recurso nenhum. Então, esses são os requisitos que garantem que a pessoa não pode ser extraditada, até por ela ser cidadã italiana também", salientou.

Jubileu dos Operadores de Justiça

Neste sábado, a Igreja Católica celebrou o Jubileu dos Operadores de Justiça. A celebração contou com a participação de representantes de diversas instituições judiciárias do mundo. O ministro Edson Fachin esteve na audiência com o papa Leão 14, na Praça São Pedro, como representante do Poder Judiciário do Brasil.

No discurso, o pontífice disse que "a grandeza da justiça emerge se aplicada com fidelidade ao respeito pela pessoa". O papa ressaltou que a justiça não é apenas a aplicação da lei, mas sim o respeito à dignidade de cada ser humano.

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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